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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Os melhores BRANCOS ATÉ R$ 50,00 do Brasil - Ranking Vinho SIM de Brancos, Tintos & Rosés 2015


Pelo 3º ano consecutivo  tive o prazer de organizar uma grande degustação de vinhos nacionais, que desde o início intitulei Ranking Vinho SIM

Depois das edições 2013-14 e 2014-15 realizadas somente com espumantes, neste ano resolvi voar por outros vinhedos e convidar as vinícolas a colocar a prova seus BrancosTintos Rosés. 

Como não poderia deixar de ser, neste ano a degustação foi também surpreendente. Cumprindo seu principal objetivo de ser uma vitrine amplamente democrática no cenário do vinho nacional, esta 1a Edição do Ranking Vinho SIM de Brancos, Tintos & Rosés consolidou o trabalho de algumas vinícolas já conhecidas do grande público e apresentou algumas "novidades" que certamente serão muito comentadas nos próximos anos no cenário nacional e internacional.

Desde a 1ª Edição do RVS (Espumantes), eu mencionei que minha maior motivação para criar e organizar esta prova era a busca por respostas à algumas dúvidas, que, três anos depois, confesso ainda não saber, embora já possa ter algumas desconfianças.

1. Por que as notícias em torno do vinho brasileiro tratam quase sempre das mesmas vinícolas?

2. Por que, quase sempre, são premiados os mesmos vinhos?

3. Quem são os vinhos destaque na relação QUALIDADE-PREÇO?

Vale ressaltar que para esta prova convidei mais de 80 vinícolas, mas muitas delas nem sequer se deram ao trabalho de responder ao convite, assim como algumas delas se recusaram a participar por motivos diversos. Estaria aqui parte das respostas que busco?

Assim como já acontece em alguns dos principais concursos do mundo e atendendo as sugestões de alguns jurados e também de alguns produtores, neste ano somente serão divulgadas as notas/avaliações dos vinhos que se destacaram entre os mais representativos de cada categoria, sendo adotado como nota média mínima os 16 pontos (vinho considerado ÓTIMO - no limite para o REFINADO - para mais detalhes consulte os CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO do blog) que correspondeu a algo em torno de 20% das mais de 100 amostras avaliadas, sendo os resultados completos enviados individualmente por e-mail aos produtores.

Que fique claro que o objetivo desta conduta não é de forma alguma poupar determinadas amostras de críticas, mas sim evitar especulações errôneas no que diz respeito à classificação dos vinhos em uma ordem.

Para a melhor compreensão do que foi esta Edição do RVS de Brancos, Tintos & Rosés, bem como o completo entendimento das regras do evento recomendo a leitura DESTE POST, onde todos estes e mais alguns detalhes foram descritos com todo o cuidado que a prova exige.

Posto isso, vamos aos destaques da categoria Branco até R$ 50,00.


Que, em resumo, foram descritos assim: 

Kranz Sauvignon Blanc 2012


A fantástica nota média de 16,8 quase fala por si só sobre este SB da vinícola de Treze Tílias - SC. Maracujá, grama molhada e arruda aparecem no nariz. Na boca tem ótima acidez e uma gostosa mineralidade que lhe confere elegância. Um belo branco nacional por R$ 40,00.


Luar do Pampa Chardonnay 2014


É da Campanha Gaúcha - RS que vem o melhor Chardonnay até R$ 50,00 do Brasil. O preço médio de R$ 34,00 parece muito baixo para um vinho com tamanho equilíbrio entre notas cítricas e frutas de caroço maduras, permeadas por belo tostado. Excelente persistência para um vinho desta faixa de preço.

Monte Paschoal Virtus Chardonnay 2014

Baita surpresa da prova, este Chardonnay da Monte Paschoal (Basso), da Serra Gaúcha - RS é, sem dúvida, um campeão da relação QUALIDADE-PREÇO. Por R$ 18,00 é possível provar um vinho de ótima tipicidade, que mostrou abacaxi, pêssego e algum toque de mel. Ótima acidez, muito refrescante e equilibrado.

Santa Augusta Moscato Giallo 2014

Do Vale do Contestado, Videira - SC vem este Moscato Giallo, da Santa Augusta, cpm preço médio de R$ 40,00. No nariz aparece banana, abacaxi maduro, notas de ervas frescas, flores e até uma pimenta branca. Na boca é bastante sedutor, com boa acidez e final levemente adocicado. Para mim, um dos grandes vinhos do Brasil, especialmente por sua personalidade. 

Luar do Pampa Gewürztraminer 2014


Outro vinho da mesma linha (Luar do Pampa) d Guatambu (Campanha Gaúcha - RS). A Gewürztraminer vem aparecendo de forma cada vez mais excitante em bons vinhos nacionais. Este, na casa dos R$ 34,00, mostra lichia, groselha verde, pêssegos e rosas. Na boca, o destaque vai para o ótimo equilíbrio fruta-acidez. Muito versátil.


Aracuri Sauvignon Blanc 2013

De Campos de Cima da Serra - RS vem este SB da Aracuri. Nariz pleno de maçã-verde e limão siciliano, com algo mineral emoldurando. Na boca, ótima acidez e mineral, com alguns tons salgados que dão um charme especial a este ótimo exemplar nacional.

Rio Sol Chenin Blanc - Viognier 2014

O inusitado corte vem diretamente do Vale do São Francisco - PE/BA. Outra mostra que é possível fazer um ótimo vinhos por um preço super acessível (R$ 19,00). Aromas florais, de lichia e algo de toranjas são confirmados na boca, acompanhados por bela acidez e um final muito gostoso.


Ótima experiência, ótimos vinhos e a certeza - cada vez maior - que o Brasil caminha a bons passos para um sucesso cada vez maior no mercado mundial de vinhos.

Gostaria de deixar aqui meu agradecimento à todas as vinícolas participantes e aos "Wine Experts" que me ajudaram nesta avaliação.

Vem mais por aí.

Que Baco nos ilumine.

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Miguel Torres - Vendimia Tardia - Riesling - 2008


Depois de mais de um século produzindo vinhos na Espanha, a vinícola Miguel Torres decide iniciar uma história também no Chile, onde em 1979 adquire uma pequena bodega no Vale do Curicó, buscando um mercado promissor e terras com grande potencial de produção, sendo assim, a primeira vinícola estrangeira a produzir vinhos no Chile.

Atualmente são 445 hectares de vinhedos próprios, separados em seis parcelas com características distintas (veja mais detalhes aqui), no próprio Vale do Curicó e também em outros vales próximos, onde são produzidas cepas tradicionais como Cabernet Sauvignon, Carmenère, Syrah, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay, etc e também cepas como Tempranillo e Monastrel, especialmente destinadas à produção dos vinhos de gama alta.

Há também produção de uvas não tão difundidas no Chile como a Gewürztraminer e a Riesling, que são destinadas a “projetos” especiais, como é o caso do colheita tardia que dá título a este post

Falando isso, vamos à ele.

Produzido com 100% Riesling, provenientes do Vale San Francisco, em Molina, este colheita tardia apresentou coloração amarelo dourado com algum traço de evolução para o âmbar, límpido e brilhante. Muito bonito. No nariz, as notas de mel, misturadas com abacaxi fresco, flores do campo e algo de especiarias são um ótimo presságio do que é o vinho. Esta mistura de aromas doces e cítricos é muito interessante e excita a salivação. Na boca, a impressão dos aromas se confirma. A ótima concentração de açúcares permeada por uma acidez muito agradável, tornam este vinho muito harmonioso e, diferentemente de muitos colheitas tardias, deixa aquele “gostinho de quero mais” na boca.

Provei o vinho antes de saber que sobremesa escolheria, mas assim que coloquei-o na boca, percebi que seu par ideal poderia ser um chocolate.


Testei uma harmonização com um chocolate com amêndoas e laranja que deu muito certo, mas acredito que este vinho possa acompanhar muito bem qualquer sobremesa que esteja nos extremos entre doçura e acidez, como um pudim de leite condensado ou uma torta de limão, por exemplo. Não o indicaria para sobremesas com ataque mais neutro, como cheesecakes ou similares.

R$ 85,00 (DeVinum) | Álcool 14,5%

Avaliação VINHO SIM: REFINADO (17/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA

sábado, 12 de janeiro de 2013

Começaram as Degustações para o Ranking Vinho SIM de Espumantes Nacionais 2012-2013 - Imagens do 1º dia



Começaram as degustações às cegas que darão origem ao Ranking Vinho SIM  de Espumantes Nacionais 2012-2013!


O 1º dia da prova, realizada no Mazza Ristorante (http://www.mazzaristorante.com.br/), em Santo André, contou com 22 amostras da categoria Brut Champenoise, subdividos em Brancos e Rosés.


Abaixo, algumas fotos dos degustadores convidados pelo Vinho SIM para o evento.







Trabalhos concluídos, escolhemos alguns espumantes para harmonizar com os pratos da culinária italiana do Mazza Ristorante.


O espetacular Talharim com Frutos do Mar 

Logo mais publicarei os resultados deste 1º dia de degustações, assim como o Ranking completo, aguardem!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

William Fèvre - Chablis AOC - 2010



Os dias de primavera e a iminente chegada do verão aumentam consideravelmente minha vontade de provar vinhos brancos.

No entanto as muitas opções no mercado dificultam a escolha?
Será que existe uma casta, uma tipologia, uma região, ... que aumente a chance de acertar na escolha?

É claro que qualquer que seja a escolha sempre há chance de acertar e de errar, mas quando se fala de grandes produtores a razão acerto/erro é muito grande. E pensando em Chablis, Domaine William Fèvre é um deles.

Ao lembrar dos dias quentes do verão, à minha cabeça sempre vêm alguns vinhos: espumantes nacionais (infelizmente meu bloso não permite sonhar com Champagnes .. .rs), brancos de Limoux – França, Sauvignon Blancs do Chile e os fantásticos Chablis – França.

Algumas palavras para a região Chablis.


Localizada ao Noroeste da Borgonha – quase em Champagne – Chablis é uma região de clima frio e seu solo é de natureza argilo-calcária. Nos melhores locais este solo é do período Kimeridgiano, um solo sedimentar recheado de fósseis marinhos, aos quais é atribuída a principal característica dos vinhos da região, sempre produzidos com 100% Chardonnay: uma incrível mineralidade. A apelação possui quatro classificações: Petit-Chablis, Chablis, Chablis Premier Cru e Chablis Grand Cru.

Os Petit-Chablis são os mais simples, produzido nas regiões mais periféricas e, em geral, de qualidade muito variável. Na classificação Chablis é fundamental procurar pelos bons produtores e é nesta categoria que estão as melhores compras. Nos Premier Cru e Grand Cru a probabilidade de errar é muito pequena, no entanto a probabilidade de gastar pouco é ainda menor!

Quanto ao produtor do vinho deste post, William Fèvre, pode-se dizer que possui grande história na região. Iniciou seus trabalhos com o Domaine de la Maladière, trazendo sua primeira safra em 1959. William Fèvre foi um dos grandes nomes da "batalha" contra a extensão dos limites para a denominação Chablis, panfletando contra o uso do termo “Chablis” para qualquer produto que não fosse produzido sobre os solos desta região da França. Esta era uma questão bem particular contra alguns produtores estadunidenses que começaram a utilizar o termo para alavancar as vendas de qualquer vinho branco seco, independentemente da falta de semelhança com  o Chablis verdadeiro.

Outra grande contribuição de Fèvre, foi o desenvolvimento de práticas para minimizar os efeitos das famosas geadas da região - que causavam grandes estragos na produção das vinhas – como por exemplo o uso de aquecedores a óleo entre as videiras ou a cobertura do vinhedo com telas plásticas.

William Fèvre possui hoje 15,2 hectares de vinhedos Grand Cru e 12 hectares de vinhedos Premier Cru, tudo, naturalmente, no coração de Chablis, em solos que incluem o Kimeridgiano típico.

O protagonista desde post, o William Fèvre - Chablis AOC – 2010, é proveniente de uma plantação de 20 hectares de vinhas adjacentes aos Premier Cru, dando origem a um vinho jovem e cheio de frescor.

Coloração amarelo esverdeado, com bastante brilho. Aromas frescos misturam flores, frutas de polpa branca, hortelã e algo mineral. No paladar mostra algumas notas de frutas brancas maduras, como melão e pera, assim como uma mineralidade que deixa uma incrível secura na boca. A acidez crocante e a leveza de um vinho com “apenas” 12,5% de álcool deixam a cada gole uma imensa vontade de continuar bebendo. Um vinho muito interessante, cujo custo não é baixo, mas que vale cada gole. Uma ótima pedida para acompanhar pratos à base de frutos do mar. Mariscos, ostras frescas e polvo são iguarias que me vêm à cabeça imediatamente ao pensar neste vinho. Recomendado!

R$ 120,00 (Grand Cru) | Álcool 12,5%

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO (16/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Viña Mar - Reserva - Sauvignon Blanc 2011



Diretamente do Vale de Casablanca, região emblemática da vitivinicultura chilena, vem este varietal Sauvignon Blanc, produzido pela vinícola Viña Mar.

O nome da vinícola é uma homenagem à característica mais peculiar da região: a proximidade com o mar que, em geral, confere alguma mineralidade e frescor aos vinhos da região.

Conheci este Reserva SB 2011 no Wine Road Show da importadora Épice (relembre) e ele foi, justamente com os demais vinhos da vinícola, uma boa surpresa, principalmente pela ótima relação QUALIDADE-PREÇO.

Coloração amarelo palha com reflexos esverdeados. Muito límpido e com bonito brilho. Aromas típicos da casta, com destaque para frutas cítricas e tropicais com toques de pimentão, mel e damasco seco. Paladar muito agradável, com ótima acidez, bem equilibrada pela boa presença de fruta. Leve e com alguma cremosidade e mineralidade. Boa persistência.

Um vinho que vale muito ser experimentado e que é acompanhamento ideal para entradas e pratos à base de frutos do mar, especialmente os que devem ser servidos frios, como os vinagretes de polvo e mariscos.

R$ 36,00 (Épice) | Álcool 13,5 % | Acidez 4,3g/L |Acúcar 2,27g/L

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO (14/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sieur d'Arques - Oceanique Limoux - Chardonnay 2009



O Festival Sud de France, realizado aqui em São Paulo este ano, não só me trouxe um imenso prazer em conhecer mais sobre a culinária e os vinhos franceses, como me fez estudar e aprender bastante sobre esta encantadora região francesa!

Este fantástico branco é produzido com 100% Chardonnay pela vinícola Sieur D’Arques - a mesma que produz o espumante Première Bulle, considerado por muitos o primeiro deste estilo no mundo, antes mesmo dos Champagnes – em Limoux, uma denominação na região de Languedoc, no sul da França.


O grande volume de vinhos do tipo “Vin de Pays d’Oc” desta região que chega ao Brasil sempre prejudicou minha avaliação e entalhou em mim um certo preconceito com os vinhos de lá, por isso quando provei este vinho no estande da Vinos & Vinos no lançamento do Festival Sud de France aqui em São Paulo  (relembre) tive uma grata surpresa.

Assim que aproximei a taça do meu nariz, o frescor e a mineralidade saltaram da taça me dando uma ótima impressão inicial. Mas é claro que não parou por aí. Muita fruta branca madura e pitadas cítricas, somadas a um aroma que só consigo notar nos grandes Chardonnays do mundo: maçãs cozidas. Alguns toques amanteigados e de madeira contornam brilhantemente o frutado.
No paladar a primeira impressão também é de algo bem mineral e foi incrível a vontade de harmonizá-lo com algum fruto do mar. O frutado também aparece – com destaque para pêssegos - e o equilíbrio entre acidez e doçura é incrível. Tive também a sensação de algum sabor parecido com açúcar queimado, talvez um caramelo mesmo. Madeira presente e novamente bem integrada, mostrando que os 10 meses de afinamento em carvalho fizeram muito bem ao vinho. Ótimo corpo, untuoso. Ótima persistência.

O buffet foi muito bem elaborado com ótimas sugestões para harmonizar os delicados vinhos do Sul da França


Gostei realmente bastante deste vinho e, para não ter dúvidas, provei-o novamente depois de algum tempo e, aí sim (!), harmonizado com um vinagrete bem suave de frutos do mar, oferecido pelo fantástico serviço do Bar des Arts, uma excelente escolha da organizadoras deste lançamento do Festival Sud de France!


R$ 90,00 (Vinos & Vinos) Álcool 13%

Avaliação VINHO SIM: REFINADO (18/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Yellow Tail - Moscato 2011



Conheci este vinho, importado pela abflug, no 3º Workshop de Vinhos da Adega e Empório ABC, realizado no início de outubro (relembre).

O que mais me chamou à atenção foi o fato de ser um vinho australiano produzido com a delicada uva Moscato.

A vinícola Yellow Tail, localizada em New South Wales, foi fundada em 1969, mas a marca Yellow Tail surgiu no ano 2000 - já com a vinícola produzindo 300 milhões de litros de vinho/ano – e foi inspirado no "Yellow-Footed rock Wallaby" primo pequeno do Canguru e que tem uma cauda dourada.

Nos últimos anos a vinícola tem apresentado uma estratégia de marketing bastante agressiva e inovadora, apostando principalmente em produtos de bom preço (pelo menos na Austrália e EUA) e fáceis de serem consumidos, talvez despretensiosos.

O “nosso” Moscato alcança um desses objetivos com maestria: é um vinho fácil de beber, com boa paleta aromática e sabor bem agradável, deixa na boca quele gostinho de “quero mais”.

De cor amarelo palha e ótimo brilho, no nariz lembra bastante maracujá, limão siciliano, além de toques de flores brancas. O paladar de ótima acidez traz também algum frutado que me lembrou maracujá e torta de maçãs. Uma leve  “agulhada” lembra um pouquinho os vinhos do Porto. Pouca persistência.

O leitor atento deve ter notado a citação “alcança um dos objetivos com maestria”. E o outro? O preço na faixa dos R$ 45,00 o coloca num patamar de relação qualidade preço ruim. Compreendo todos os impostos e taxas que o vinho importado sofre, por outro lado, por este vinho, bem gostoso de beber, mas de paladar bastante simples, eu pagaria, no máximo, uns R$ 30,00 - R$ 35,00. Aí sim ele seria uma boa compra!

~ R$ 45,00 (abflug) | Álcool 13,0%

Avaliação VINHO SIM: BOM / Relação QUALIDADE-PREÇO: RUIM/RAZOÁVEL

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Vigneti Zabu - Inzolia/Chardonnay 2010



O protagonista deste post é um vinho italiano relativamente “fora dos padrões” a que estamos acostumados por aqui, especialmente por dois motivos.

O primeiro é a região de onde vem: Sambuca di Sicília, província de Agrigente, na Sicília.

O segundo é o corte: 60% de Inzolia, uma casta típica desta região, e 40% Chardonnay.

Antes de falar sobre o vinho, vamos a alguns dados da Sicília.

A ilha italiana tem grande tradição vitivinícola, construída desde a antiguidade, época em que os gregos fundaram lá as cidades de Siracusa e Agrigento, por exemplo. Mesmo sem a mesma badalação do Piemonte e da Toscana – as principais regiões vitivinícolas italianas – a Sicília é a região italiana que mais produz vinhos, com uma produção por volta dos 8 milhões de hectolitros/ano, porém apenas algo em torno de 2% corresponde à vinhos de denominação de origem controlada (DOC), prevalendo por lá os vinhos IGT, que não seguem normas tão rigorosas quando os DOC.

E é justamente com a denominação IGT (Indicazione Geográfica Típica) que vem este branco.

Cor amarelo palha, com reflexos dourados, límpido e com ótimo brilho. Aroma de pêssegos, acompanhado por notas florais e algo que lembra infusão, mas não consegui destacar a erva específica. Paladar cremoso, com boa presença de fruta madura e excelente acidez. Ótimo equilíbrio. Final médio.
Uma ótima pedida para queijos de corpo macio e frutos do mar. Minha indicação vai para peixes com molhos “amanteigados”, truta com amêndoas, por exemplo, seria uma ótima harmonização para este vinho.

R$ 50,00 (Nor Import) | Álcool 13%

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TOP 10 - Primavera 2012



A primavera é uma estação especial.
Cheia de cores e perfumes, a estação das flores é uma estação fantástica para os vinhos, já que sempre nos reserva alguns dias quentes, outros mais frios e até aqueles dias em que a temperatura amena nos dá uma deliciosa dúvida entre a escolha de um branco ou tinto. E por que não um rosado? E por que não um branco e um tinto? Ahhh ... a primavera ...

Para evitar comentários desnecessários, lembro que todos os vinhos desta relação foram comprados por mim, degustados nas próprias vinícolas em visitas ou em outras degustações abertas, portanto, não possuem nenhuma influência de produtores, lojas, importadoras, etc.

Para facilitar a escolha, dividi a seleção em brancos, rosados, tintos leves, tintos encorpados e uma categoria bônus, a pechincha TOP 10.

Espero que gostem. Vamos eleitos para esta primavera 2012!


A prechincha

· Don Laurindo Merlot Leve - R$ 30,00

Cor, aroma e paladar da Primavera! 

Brancos

· Domaine Weinbach – Cru D’Alsace – Gewurztraminer -  Reserve 2011 – Grand Cru - R$ 130,00

10g/L de açúcar residual excepcionalmente equilibrados pela acidez fazem deste branco a cara da Primavera!
· Escorihuela Gascón – Pequeñas Produciones – Chardonnay 2009 – Grand Cru - R$ 98,00

Leia a ND já publicada no Vinho SIM

Rosados (Rosés)

· Suzana Balbo - Crios Malbec Rosé 2011 - Cantu, R$ 40,00

A eterna excelente relação QUALIDADE-PREÇO de Susana Balbo!
· Pisano – Rio de los Pájaros – Rosado - 2010 - Mistral, R$ 45,00

Um corte inusitado de Tannat e Cabernet Franc numa  ótima relação QUALIDADE-PREÇO

Tintos Leves

· Sozo – Pinot Noir 2011 – Vinícola Sozo, R$ 35,00

Indicado como um dos destaques do Circuito Brasileiro de Degustação 2012 - Etapa São Paulo (leia), um Pinot Noir brasileiro que vale a pena ser provado

· Undurraga – TH – Pinot Noir – Leyda - 2010 - Abflug, R$ 125,00

O Vale do Leyda, no Chile, é único na capacidade de produzir vinhos frescos e macios, ótimos para  os dias amenos da Primavera

Tintos Encorpados

· Finca la Anita - Tonada 2007 – Sociedade da Mesa, R$ 40,00

Já selecionado como um TOP 10 argentino (leia), este elegante Malbec argentino tem ótima relação QUALIDADE-PREÇO.

 · Quinta do Crasto - Superior - 2010 - Qualimpor, R$ 98,00

Um clássico português já detalhado aqui no Vinho SIM
· Viña Maipo – Gran Devoción – Carmenèré / Syrah 2009 – Ravin, R$ 85,00

Uma das linhas chilenas com melhor relação QUALIDADE-PREÇO no mercado brasileiro, este corte de CS e Syrah é excepcional para os dias mais frios da Primavera

É isso.
Com todas as dificuldades que é produzir uma lista de 10 vinhos, é claro que acabei deixando alguns grandes vinhos de fora. Sugestões, críticas e comentários são sempre bem vindos!

E aí, gostou da lista? Discorda de alguma indicação? Tem alguma sugestão? 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Escorihuela - Pequeñas Producciones Chardonnay 2009



Andava eu despretensiosamente (nem tanto!) pelo Grand Tasting da Grand Cru – em São Paulo, procurando boas provas de vinhos brancos quando cheguei ao estande da Bodegas Escorihuela.

A vinícola mendocina, fundada no final do século XIX, tem uma história muito rica e marcada pelo pioneirismo, sendo, por exemplo, a primeira a produzir um Malbec 100%. Nos últimos anos, a vinícola entrou de vez no rol das mais conceituadas da Argentina, produzindo vinhos de qualidade indiscutível e de excelente relação qualidade-preço.

Seus tintos, especialmente os produzidos com Malbec e Tempranillo, estão os meus favoritos, mas os brancos ainda me eram desconhecidos. Ainda bem que resolvi parar ali para conhecê-los!

Depois de me apresentar o Viognier 2011, o responsável pela exposição dos vinhos no evento, Renzo Monge, trouxe este 100% Chardonnay, denominado Pequeñas Producciones e, com brilho nos olhos, me disse que este é um dos melhores brancos argentinos e, quiçá, da América do Sul. Renzo tinha razão.

Costumeiramente tenho provado Chardonnays excessivamente amadeirados, um estilo que confere estrutura e alguma cremosidade ao vinho, mas que tira frescor e aquele charme frutado dos bons brancos.

Neste Pequeñas Producciones 2009 a Escorihuela acertou em cheio no equilíbrio. Cor amarelo-dourado-esverdeado com bastante brilho e limpidez. Os aromas de frutas de caroço e frutas cítricas maduras, algo como uma mistura entre pêssegos maduros e abacaxi em calda, se destacam, logo sendo acompanhados por notas de amêndoas e alguns toques de baunilha, sinal do correto uso do carvalho: são 9 meses de envelhecimento em barricas francesas. Aparece também algo de especiarias, lembrando noz-moscada. Paladar com boa untuosidade, mas sem perder o frecor. Tentaria descrever a sensação inicial como se estivesse comendo um abacaxi não muito maduro em calda. Final com alguma mineralidade e excelente frescor. Os 14,6% de álcool são totalmente imperceptíveis. Ótima persistência. Um vinho muito harmonioso, pronto para o consumo, mas que ainda pode ser guardado para análise de sua evolução.

R$ 98,00 (Grand Cru) | Álcool 14,6% | Acidez 5,7g/L |Acúcar 1,9 g/L

Avaliação VINHO SIM: REFINADO / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?