Mostrando postagens com marcador Até R$ 40. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Até R$ 40. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ND: Gran Legado Chardonnay 2013

Localizada na antiga Maison Forestier (município de Garibaldi), dentro da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos (RS), a Gran Legado - com mais de duas décadas de tradição na produção de vinhos finos - tem conseguido destaque nos últimos, principalmente através de seu espumante Brut Champenoise, vencedor da Expovinis 2014.

Ainda em 2014, na 22ª edição da Avaliação Nacional de Vinhos (Bento Gonçalves - RS), seu Chardonnay 2014 ganhou destaque sendo indicado como uma das amostras mais significativas da categoria, fato que me chamou à atenção e motivou a buscar mais informações sobre o vinho, principalmente pelo seu baixíssimo custo, abaixo dos R$ 25,00. 
Provei o 2014 (às cegas) durante a edição deste ano do RVS de Brancos, Tintos & Rosés (leia o artigoe gostei, assim fui buscar mais informações até chegar neste 2013.


Mais um nacional de se tirar o chapéu, especialmente se levarmos em conta a relação qualidade-preço. Com pouco menos de R$ 25,00 você prova este Chardonnay Gran Legado (na verdade este 2013 creio que não tenha mais, mas o 2014 também é muito interessante) que no nariz mostrou frutas tropicais maduras, notas de frutas secas e algum tostado. Na boca, a ótima acidez vem acompanhada de gostoso amanteigado, já uma presença de oxidação (apesar da pouquíssima idade), bom corpo e persistência média num final gostoso. Vinho bem bacana, que pode ser harmonizado com pratos com certa estrutura, como massas com molhos a base de queijo ou até mesmo um fricassé de frango ou uma galinhada. Vale a prova. 

ÓTIMO (15/20) / R$ 24,00 (www.granlegado.com.br)
E foi assim. 

Que Baco nos ilumine!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

ND: Dall'Agnol Fumê Blanc 2014 - Compre antes que acabe!


Quem acompanha o Vinho SIM sabe o quanto me entusiasmo ao falar dos vinhos produzidos no nosso país, vinhos estes que melhoram a cada ano e, mais, surpreendem a cada nova safra.

Ao passo em que muitos produtores de países como Chile e Argentina e os do Velho Mundo - que continuam produzindo coisas excelentes! - caminham cada vez mais para a produção de "vinhos pontuadores", vinhos padronizados por uma espécie de receita de alguns consultores para conquistar pontuações nas grandes publicações, há produtores que parecem não se submeter ao mercado - ou esperam que a crítica os reconheça independentemente dos padrões - e nos brindam com 
vinhos que nos surpreendem por serem excelentes exatamente por não se parecerem com "nada".

Este é o caso deste 
Dall'Agnol Fumê Blanc 2014, dos enólogos Irineo DallÁgnol e Alejandro Cardozo, que apresentam um vinho único dentre os brasileiros, o primeiro Fumé Blanc produzido por aqui.

Fumé Blanc?

O site winepros.org traz a seguinte descrição para o nome: "Em 1968, Robert Mondavi começa a produzir vinhos de estilo "seco" com a Sauvignon Blanc e sugeriu o nome de "Fumé Blanc", numa espécie de "homenagem" aos Pouilly Fumé do Vale do Loire - França, um dos mais populares do mundo. Durante muitos anos o nome se restringiu a uso estadunidense, embora o próprio Mondavi tenha feito questão de não registrá-lo
 -, mas nos últimos tempos começa a pipocar pelo mundo, como é o caso do Chile e, agora, do Brasil.

Perguntado sobre de onde havia surgido a ideia de produzir este vinho, do porquê de um Fumê Branc (a Estrelas optou por escrever assim mesmo, com acento circunflexo, aportuguesado), Irineo me respondeu:

"Sempre tive vontade de cultivar um vinhedo de Sauvignon Blanc, mas há mais de 10 anos não me encorajava pois é uma das castas mais difíceis de se cultivar nas condições da serra gaúcha. Em agosto de 2012 fizemos uma mé viagem técnica com a Confraria do vinho de Bento Gonçalves para a Austrália Nova Zelândia, foi quando voltei convencido que podíamos fazer vinhos de Pinot Noir e Sauvignon Blanc com qualidade superior aos de lá.

Plantamos logo após a volta em setembro 1 hectare de Sauvignon Blanc e 3 de Pinot Noir. A minha ideia inicial era elaborar um vinho espumante de única fermentação, mas ainda não consegui convencer o Alejandro ... (Nota do Blog: vem mais coisa boa por aí ...)

Bem, 18 meses depois em fevereiro de 2014 colhemos a primeira safra e como o vinhedo era muito jovem a qualidade da uva apresentou maturação irregular o que não indicava para um bom e tradicional vinho Sauvingnon Blanc. Nesta condição surgiu a ideia de elaborarmos o primeiro Fumê Blanc brasileiro."

E depois dessa conversa toda, finalmente provamos o brazuca.



Nariz não impressiona. Fruta branca envolta por uma camada levemente tostada e alguma presença de baunilha.
Já a boca ... ahh a boca. Ótimo conjunto cremosidade-acidez raríssimo de ser encontrado em vinhos nacionais e bem incomum também em grandes chilenos, argentinos, uruguaios, estadunidenses, ... Dizer que se equipara aos Fumés do Loire seria um pouco exagerado, porém não nos esqueçamos de comparar também os preços, este da Estrelas do Brasil custa, no mínimo, umas 4 ou 5 vezes menos. A presença de frutas cítricas delicadamente amaciadas pela presença da madeira e algumas pontadas de mineralidade seduzem bastante o paladar, que fica oscilando entre complexo e fresco por toda a prova. Final muito gostoso, com persistência média e muita ‘vontade de continuar bebendo’.
Um grande ícone da relação qualidade-preço, certamente os R$ 35,00 mais bem gastos do ano. Compre antes que as 2000 garrafas produzidas acabem. Eu mesmo já comprei algumas delas.

Deve harmonizar bem com diversos pratos à base de frutos do mar, como massas com molhos de camarão, camarão na moranga, casquinha de siri ou ainda, como foi nosso caso, com um combinado de sushis e sashimis, que foi muito bem.

REFINADO (17/20) / R$ 35,00 (www.estrelasdobrasil.com.br)


Que Baco nos ilumine!

terça-feira, 23 de junho de 2015

ND Salvattore Reserva Chardonnay 2013


Comece olhando a (linda, linda, linda!) cor deste Salvattore Reserva Chardonnay 2013 da vinícola Salvador, de Flores da Cunha - RS. Não sou um grande admirador das descrições de cores, mas este dourado chama à atenção. Nariz pleno de abacaxis em calda, damascos secos, mel e uma deliciosa mescla de algo tostado com baunilha proveniente do tempo em barricas de carvalho. Na boca o destaque é para a textura cremosa, rara em vinhos brasileiros. Muita fruta, boa acidez e persistência acima da média dos nacionais. Ótima pedida para acompanhar pratos à base de carnes brancas com molhos brancos e até mesmo rosés ou ainda (como foi o caso aqui em casa - e sendo mais específico) um polvo ao alho e óleo com um talharine ao molho suave de limão siciliano.

Num momento em que é comum se reclamar do preço dos vinhos nacionais (especialmente quando comparados aos nossos vizinhos sulamericanos) este exemplar é mais uma alternativa a ser considerada. Recomendo. Enfim, outro vinhaço nacional com preço médio na casa dos R$ 30,00. Uma verdadeira pechincha. Olho nele.

R$ 30,00

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (16/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Achei no supermercado: Doña Dominga Gran Reserva Syrah 2009 e 2010!



Andava eu por um supermercado aqui de Santo André, quando me deparei com uma grande divulgação dos vinhos Doña Dominga.

Nunca havia provado os vinho e a única informação que eu tinha sobre eles é que são uma marca pertencente à renomada vinícola chilena Casa Silva

De cara, fiquei com um pé atrás em comprá-los, pois não costumo ter muitas experiências positivas com vinhos chilenos desta feixa de preço - em torno de R$ 30,00 -, no entanto, minha curiosidade falou mais alto e, por se tratar de vinhos categorizados como Gran Reserva, decidi experimentar. A oportunidade de fazer uma espécie de degustação mini-vertical das duas safras disponíveis - 2009 e 2010 - também foi determinante.

A marca Doña Dominga nasceu em meados de 1999 como um projeto moderno e inovador, cujo principal objetivo era introduzir no mercado vinhos de ótima relação qualidade-preço, produzidos a partir de vinhedos das hoje subdenominações Andes e Costa (leia mais sobre as novas subdenominações chilenas neste artigo) do Vale do Colchágua

O foco é a produção de vinhos de caráter frutado fresco, com taninos macios e bom equilíbrio.

Levando-se em conta os Gran Reserva Syrah que provei, posso concluir: conseguiram.

Vamos às impressões.


Gran Reserva Syrah 2009


Creio que esteja pronto para consumo e não deva melhorar nos próximos anos. Mostrou notas de frutas negras maduras e especiarias, com um apimentado bem típico da Syrah e talvez ainda mais dos syrahs do Vale do Colchágua. Na boca confirma as notas frutadas, tem bom corpo e o frescor que se espera dos vinhos da subdenominação Costa. Boa persistência. Gostoso de beber. É uma grande pedida para pizzas condimentadas e também para churrascos.

R$ 28,90 | Álcool 14%

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (15/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA

Gran Reserva Syrah 2010


Também está pronto para consumo, mas certamente ainda vai melhorar nos próximos dois anos. As notas de frutas negras maduras e especiarias e o apimentado da Syrah também aparecem aqui, tanto na nariz quanto na boca, mas neste vinho eles vêm acompanhados de um frescor com toque mineral que não apareceu no 2009. Mostrou-se também mais elegante, com um potencial de guarda que não percebi no seu antecessor. Pode ser considerado uma grande compra

R$ 28,90 | Álcool 14,5%

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (16/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: GRANDE COMPRA

Que Baco nos ilumine!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pechincha do mês [JANEIRO/2013]: Ruca Malen - Yauquen - Bonarda 2011



Mais um achado do mês aqui no Vinho SIM!

Todo mês, aqui no blog, será indicado para você o vinho de preço mais acessível degustado por mim naqueles últimos 30 dias. Como “preço acessível” defini um teto de R$ 40,00, que só será ultrapassado no caso do vinho em questão possuir uma relação QUALIDADE-PREÇO excepcional.

A pechincha deste mês tinha que ser especial.
Começar 2013 com o pé direito era uma das metas para o Vinho SIM. E foi o que aconteceu!

Do final de dezembro/2012 até meados de janeiro/2013 estive em Mendoza e da terra do Vinho e do Sol trouxe muitas experiências interessantes. Foram mais de 20 vinícolas e quase 200 vinhos provados. Vinhos para todos gostos, estruturados, leves, adocicados, ácidos, caros, baratos ... opa, baratos? É disso que o povo (eu, principalmente! rs) gosta e por isso que escrevo esta coluna Pechincha do Mês!

Entre todas estas visitas, é claro que alguns vinhos deveriam chamar à atenção, no entanto confesso que encontrar vinhos que são vendidos aqui no Brasil por até R$ 40,00 não foi uma tarefa tão simples quanto eu imaginava, mas um um desses foi o Ruca Malen – Yauquen – Bonarda 2011!

Minhas experiências com Bonardas aqui no Brasil nunca foram surpreendentes. Provei bons vinhos elaborados com esta casta, mas sempre os achei meio parecidos e na minha memória estes vinhos eram sempre bastante estruturados e em alguns casos, até meio “pesados”.

Mas, como tudo na vida, a velha máxima “vivendo e aprendendo” também prevalece no mundo do vinho (que a sorte a nossa!) e este Bonarda 2011 da linha básica Yauquen, da vinícola Ruca Malen, mostrou-se completamente diferente do que eu imaginava.

Provei-o durante almoço na própria vinícola. Assim que bati os olhos no menu fiquei curioso pois o vinho estava listado para harmonizar com uma das entradas, uns raviolones de queijo com um molho super leve de beterrabas. Logo imaginei: “será”? O “será?” logo tornou-se realidade e foi substutuído por um “uau!”.

Terminado o almoço supus que aquela excelente impressão poderia ter sido majorada por toda a atmosfera que envolveu o almoço. Os pratos muitíssimo bem elaborados, as mesas do restaurante com vista para as parreiras, etc e então resolvi comprar uma garrafa para provar num dos outros dias em que estaria em Mendoza.

A harmonização com um prato leve já havia se mostrado excelente, mas será que o vinho poderia também acompanhar um prato um pouco mais gorduroso?

A escolha para a prova final não podia ser menos mendocina. Um assado de carne bovina com uma morcilla. O Bonarda 2011 se portou bem, mas não com tanto brilho como no caso do almoço da Ruca Malen.


O Yauquén Bonarda 2011 é produzido com uvas provenientes de Medrano - Mendoza, a 800 metros de altitude. 40% do vinho passa 6 meses em barricas de carvalho não novas. Coloração vermelho violáceo intenso com bastante brilho. No nariz destacam-se aromas de frutas vermelhas e negras maduras com certos toques selvagens, com algum toque de pimenta e um defumado muito interessante. O frutado também aparece na boca, que tem um corpo médio e um final levemente adocicado.

R$ 34,00 (Hannover)


Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (15/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Pechincha do mês [DEZEMBRO/2012]: Gheller - Tannat 2007


Mais uma pechincha do mês aqui no Vinho SIM!

Todo mês aqui no blog é comentado o vinho de preço mais acessível degustado por mim naqueles últimos 30 dias. Como “preço acessível” defini um teto de R$ 40,00, que só será ultrapassado no caso do vinho em questão possuir uma relação QUALIDADE-PREÇO excepcional.

A pechincha de dezembro pode ser considerada um verdadeiro presente de Papai Noel, é o Gheller Tannat 2007, encontrado na Vinhosnet e na Vinhos & Vinhos, duas lojas virtuais com grandes opções de vinhos nacionais, por menos de R$ 25,00!

O que esperar de um vinho nacional de 2007, produzido com Tannat e com preço de R$ 25,00? Confesso que abri a garrafa sem grandes expectativas, mas esse é o grande barato do mundo do vinho ...



Vinícola Gheller iniciou suas atividades em 2004 no município de Guaporé, a 50 km do Vale dos Vinhedos, com o cultivo de 3 hectares de Cabernet Sauvignon com mudas importadas da França em uma área privilegiada e cuidadosamente estruturada.

Após um pequeno período de “testes”, a área foi ampliada e introduzidas novas cultivares como Merlot, Chardonnay, Tannat, Carnenère e Ugni Blanc (Trebbianno), totalizando 18 hectares de plantação de videiras com produção limitada ao máximo de 8.000 kg de uva por hectare, reforçando o foco na qualidade.

Para brindar sua estreia no mercado, a Gheller foi contemplada com a safra de 2005, excelente pelo clima o que permitiu uma maturação excepcional das frutas.

Em 2011, a vinícola Gheller se funde à Monte Azzurro, uma vinícola boutique familiar, localizada em Dois Lajeados cujo foco é a produção de vinhos Reserva e Gran Reserva e a vinícola passa a se chamar Gheller – Monte Azzurro.

Pouco tempo de história, mas grande qualidade na produção e certamente muitas notícias futuras ...

Vamos ao Gheller Tannat 2007.

Coloração vermelho rubi-violáceo intenso, brilhante e com boa limpidez. Ao despejar a primeira porção de vinho na taça, já fui positivamente surpreendido pelos aromas de amoras e ameixas bem madurasFrutas em compota e marmelada, acompanhados por alguns toques de chocolate e de especiarias compõem a matiz aromática deste vinho. Na boca mostrou-se bem estruturado e com ótima acidez. Os taninos presentes e maduros me recordaram estar tomando um bom tannat. Boa persistência.

É um exemplar muito interessante que me lembrou os bons tannats uruguaios, o que considero um grande feito para um vinho nacional de custo por volta dos R$ 25,00. 

Sua boa estrutura é um convite para um belo corte de contra-filé ou uma costela de ripa na brasa, mas também pode ser um belo par para pizzas preparadas com ingredientes gordurosos, como calabresa e/ou queijos de boa maturação.

Já está excelente para consumo, mas creio que ainda possa evoluir um pouco mais. Recomendadíssimo! 

R$ 25,00 | Álcool 13,2%

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (16/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Rapariga da Quinta - Escolha - 2010



Projeto pessoal do renomadíssimo enólogo português Luís Duarte, os vinhos Rapariga da Quinta são resultado de uma produção feita a partir de vinhas do próprio “quintal” de casa.

O vinhateiro, eleito em 1997 e 2007 o Enólogo do Ano pela Revista de Vinhos - uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal – apresentou seus vinhos durante o Wine Road Show, da importadora Épice, realizado em São Paulo (relembre).

De um enólogo - e agora produtor - com um tal percurso, espera-se um vinho consequente com a sua carreira. E isso, para quem segue e conhece o trabalho de Luís Duarte, é uma daquelas premissas que está garantida desde sempre.

Tive a oportunidade de provar os três tintos da linha, os fantásticos Rapariga da Quinta Colheita 2011 (91 pontos pela Wine Enthusiast nas safras 2008 e 2009) e Rapariga da Quinta Reserva 2010 (nada menos que 94 pontos pela WE nas safras 2008 e 2009), além deste Rapariga da Quinta Escolha 2010, que é o vinho de entrada da vinícola, mas que, guardadas as devidas proporções, foi o que mais me impressionou, especialmente por se tratar de um vinho com preço na casa dos R$ 30,00.

O Rapariga da Quinta Escolha, vinho para ser consumido no dia a dia, é um daqueles vinhos que nos intrigam, pois poderia facilmente ser vendido por maior preço. Ao meu ver, é muito superior aos vinhos da mesma faixa de preço encontrados no mercado.

Elaborado a partir de um corte de 40% Aragonês, 40% Trincadeira e 20% Syrah, parte do vinho estagiou em carvalho de segundo uso por seis meses.

Coloração vermelho rubi claro, com bastante brilho e totalmente límpido. Aromas de morangos frescos e maduros, formando uma paleta olfativa bem interessante, pois deixa uma sensação agridoce. Algum toque de especiaria adocicada também aparece. Na boca apresentou pouca estrutura, um vinho fácil de beber e bem leve, com ótimo equilíbrio entre doçura e acidez. Boa persistência.

R$ 30,00 (Épice) | Álcool 13,5 %

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO (14/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pechincha do mês [NOVEMBRO/2012]: Juno CS + Merlot 2009


Fala galera, tudo bem com vocês?

Mais uma vez estou aqui para indicar o vinho de preço mais acessível degustado por mim nos últimos 30 dias. Chegou a vez de novembro!
Sempre lembrando que para “preço acessível” defini o teto de R$ 40,00, que só será ultrapassado no caso do vinho em questão possuir uma relação QUALIDADE-PREÇO excepcional.

O achado de novembro vem direto da África do Sul e conheci na 5a edição do sempre muito bom Mania de Vinhos, realizado pela Maison des Caves da Gabriel Monteiro da Silva, em São Paulo. Este evento marca a abertura de uma promoção que a Maison des Caves faz todos os anos, sempre incluindo ótimos rótulos a preços muito bons.

Apesar de provar por volta de uns 30 vinhos, este que é o protagonista deste post chamou a atenção especialmente por sua relação qualidade-preço.

Produzido na região de Paarl, na África do Sul, o Juno Cabernet Sauvignon/Merlot 2009 já chama a atenção pela arte no seu rótulo.

A vinícola Juno Wine Company nasceu de um casamento entre vinho e arte, sempre estampando em seus rótulos, imagens da artista Tertia du Toit, muito conhecida na África do Sul por seus trabalhos sempre destacando a sensualidade feminina. Mulheres, que não por acaso, são destaque também dentro da vinícola, desde um dos lemas da empresa: “Honrar as mulheres, arte e vinho”, até a elaboração do vinho, que é feita por 4 enólogas, Adele Dunbar, Stephanie Betts, Alicia Rechner e Licia Solomans. Veja mais detalhes aqui.

Sensacional! Parabéns à Juno por esta empreitada!

Este vinho é corte de 60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot, que, de cara, já impressiona pelo ataque aromático. Muita fruta vermelha e negra madura, toques de eucalipto e um defumado muito gostoso me seduziram desde o primeiro momento. Não consegui encontrar informações oficiais do tempo de passagem por barricas, mas certamente passa alguns meses o que lhe confere algumas notas de baunilha muito interessantes. Na boca é muito macio, tem bastante fruta e uma acidez que me dá o tempo todo aquela vontade de continuar bebendo. Taninos maduros e ótima persistência. Não é um vinho para acompanhar alta gastronomia, mas pode ser um par perfeito para uma tábua de frios ou uma bela pizza!

Comprei-o por R$ 38,00, mas com a promoção leve 3 pague 2 cada garrafa sai por volta de R$ 25,00. É claro que comprei várias! Há ainda a opção do Shiraz, que também é muito bom e será tema de algum post futuro!

R$ 38,00 (Maison des Caves) | Álcool 13,5%

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (16/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Viña Mar - Reserva - Sauvignon Blanc 2011



Diretamente do Vale de Casablanca, região emblemática da vitivinicultura chilena, vem este varietal Sauvignon Blanc, produzido pela vinícola Viña Mar.

O nome da vinícola é uma homenagem à característica mais peculiar da região: a proximidade com o mar que, em geral, confere alguma mineralidade e frescor aos vinhos da região.

Conheci este Reserva SB 2011 no Wine Road Show da importadora Épice (relembre) e ele foi, justamente com os demais vinhos da vinícola, uma boa surpresa, principalmente pela ótima relação QUALIDADE-PREÇO.

Coloração amarelo palha com reflexos esverdeados. Muito límpido e com bonito brilho. Aromas típicos da casta, com destaque para frutas cítricas e tropicais com toques de pimentão, mel e damasco seco. Paladar muito agradável, com ótima acidez, bem equilibrada pela boa presença de fruta. Leve e com alguma cremosidade e mineralidade. Boa persistência.

Um vinho que vale muito ser experimentado e que é acompanhamento ideal para entradas e pratos à base de frutos do mar, especialmente os que devem ser servidos frios, como os vinagretes de polvo e mariscos.

R$ 36,00 (Épice) | Álcool 13,5 % | Acidez 4,3g/L |Acúcar 2,27g/L

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO (14/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Do fundo do baú (ou melhor, da adega!): Família Piagentini - Boutique Reserva - Cabernet Sauvignon 2004 (não, você não leu errado!)


Como já comentei diversas vezes aqui no Vinho SIM, tenho o hábito de, quando gosto muito de um vinho e/ou acredito no seu potencial de guarda, comprar algumas garrafas (se meu dinheiro permite, claro! rs) para provar ao longo do tempo. Este é um exercício muito interessante e divertido de se fazer, pois traz um grande aprendizado sobre a capacidade de decidir se um vinho realmente melhorará com alguns anos na garrafa ou não.

Nos últimos tempos tenho acertado mais que errado, mas confesso que já tive algumas experiências bem desagradáveis, daquelas de abrir uma garrafa com todo o entusiasmo depois de anos de adega e não poder aproveitar o vinho nem pra temperar uma bela salada de escarola com torresmo!

Este não foi, nem de longe, o resultado da degustação do protagonista deste artigo, o Família Piagentini - Boutique Reserva - Cabernet Sauvignon 2004. Não, eu não escrevi errado e nem me confundi!

Nos idos de 2005 e 2006 eu gostava muito deste vinho e sempre comprava-o na Adega Tonel do Rudge, aqui no ABC (São Bernardo do Campo), a adega de vinhos mais tradicional da região e até hoje imbatível no quesito "atendimento ao público iniciante em vinhos". Lembro-me de ter comprado algumas caixas dele (a garrafa custava por volta dos R$ 15,00) e, claro, guardei algumas garrafas. É importante frisar que o vinho não era para ser comparado aos grandes ícones sulamericanos, mas me chamava à atenção o fato de ter uma excelente relação qualidade-preço.

As NDs da época ainda chamam à atenção, pois contém dizeres como "excelente acidez (equilibrada com a doçura) e boa presença de taninos, fruta vermelha abundante, eucalipto, ...". Como sabemos, no mundo do vinho o aprendizado é constante e, às vezes, olhando estas anotações, chego a duvidar de mim mesmo: "será que eu não estava exagerando? Será que este vinho era bom mesmo ou meu conhecimento na época era pequeno demais para poder avaliar com segurança?"

O melhor jeito de responder estas questões era abrir uma garrafa e torcer para que o tempo não tenha deteriorado o vinho. E foi o que fiz!

De cara, a acidez exalou e quase desanimeichegando a ter dúvida se a acidez já havia tomado conta e ele se perdido com o tempo. Alguns minutos e consegui perceber que o aroma inicial era um balsâmico muito intenso. O paladar também apresentou uma acidez excessiva, mas sem denotar defeito. Estranho.

Mais alguns minutos na taça e os aromas de frutas secas foram aparecendo, assim como a acidez excessiva no paladar foi sendo amaciada.

O que fazer? Recorrer ao “santo decanter”, sem dúvida. Uma hora de bate-papo foi suficiente para o humilde Boutique Reserva CS 2004 se tornar um vinho completamente diferente do que aparentou nos instantes iniciais e incrivelmente saboroso. Uma certa complexidade aumentou ainda mais o  meu respeito por este vinho.

Cor vermelho rubi com poucas nuances acastanhadas e bons limpidez e brilho. Algum sedimento, mas bem pouco. No nariz alguma fruta madura e muita fruta seca, como ameixas e tâmaras, assim como uvas passas e toques de especiarias como noz moscada. Balsâmico. No paladar tem corpo leve e a acidez proeminente deu lugar a uma maciez fantástica, com ótimo equilíbrio. Taninos maduros, mas ainda presentes. Boa persistência.


É claro que não estou falando de uma super guarda, são "apenas" 8 anos de garrafa, o que considero bastante para este vinho. Acredito que ainda possa evoluir um pouco mais. Não sei se comemoro ou se lamento, mas tenho mais uma (só?) garrafa na minha adega ...

Lembro-me que as safras seguintes não me encantaram tanto quanto a 2004, por isso acabei não comprando mais, no entanto acabo de me arrepender, seria muito bom poder fazer uma vertical desde vinho!

Peço aos amigos leitores que tiverem provado outras safras deste vinho, a gentileza de compartilhar suas experiências para matar um pouco da minha curiosidade ...

É isso. Saúde!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Pechincha do mês [OUTUBRO/2012]: Vigneti Zabu - Syrah 2009



Mais uma pechincha do mês aqui no Vinho SIM!

Todo mês, aqui no blog, indico para você o melhor vinho de preço acessível degustado por mim naqueles últimos 30 dias. Como “preço acessível” defini um teto de R$ 40,00, que só será ultrapassado no caso do vinho em questão possuir uma relação QUALIDADE-PREÇO excepcional.

A pechincha de outubro é um vinho que conheci no III Workshop de Vinhos da Adega & Empório ABC (relembre) no início deste mês, cuja importação é feita pela Nor Import: o Vigneti Zabu Syrah 2009, que custa na faixa dos R$ 35,00.

A Vigneti Zabu é uma vinícola com aproximadamente 5 anos de vida, localizada de Sambuca di Sicilia, uma das áreas sicilianas mais nobres para a produção de vinhos.

Seus vinhedos estão situados nas colinas acima do lago Arancio, cujas águas são alimento vital para as vinhas durante os meses quentes de verão, permitindo que as uvas possam alcançar um amadurecimento perfeito.

A partir de 2011, a Zabu se tornou parte do Grupo Farnese, formando, juntamente com a Cantina Cellaro, um ousado projeto liderado pelo enólogo Filippo Baccalaro.

Considerei este vinho uma grande pechincha, principalmente por ter conseguido exprimir as qualidades da Syrah, mas com estilo próprio, sem o estilo superfrutado dos Syrah chilenos e argentinos ou dos Shiraz australianos e ao mesmo tempo com mais vida que os Syrah franceses.

Na taça mostrou-se vermelho rubi com nuances violáceas, bastante brilho e média intensidade. Aromas de ameixas oscilando entre frescas e maduras e notas de pimenta. Na boca tem um frutado leve e alguma mineralidade. Taninos quase imperceptíveis e boa acidez. Um ótimo vinho para acompanhar brusquetas e embutidos levemente apimentados. Queijos de média maturação também serão uma ótima haronização para este vinho.

Um Syrah diferente. Está longe de ser um vinho excepcional/refinado, mas é um vinho de muito boa qualidade e por um preço muito convidativo.

~ R$ 35,00 (Nor Import) | Álcool 13,5%

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

I Wine Weekend D'Vino - Empório D'Vino - Santo André - Visão Geral/Fotos

Conforme publiquei aqui no Vinho SIM (relembre), no final de semana entre 21 e 23/09, o Empório D'Vino, em Santo André, realizou o 1º Wine Weekend D'Vino, uma ótima degustação de massas, risotos e vinhos, inédita na região.

O evento contou com bons rótulos da importadora Cantu e uma ótima seleção de massas artesanais e risotos, preparados com todo capricho pela equipe da casa.

A seguir, algumas fotos dos vinhos à disposição, todos com preços descontos entre 12 e 21% do preço de prateleira.


Toda boa recepção tem um bom espumante, como é o caso deste Veuve Devienne

Os descontraídos Cicônia, da Herdade São Miguel

O SB 2011 da linha Yelcho, da Ventisquero, fez sucesso entre os participantes, principalmente pela EXCELENTE relação QUALIDADE-PREÇO.

A harmonização do Yelcho SB 2011 com o talharine de ervas finas na manteiga agradou em cheio

A linha Crios - Susana Balbo, de ótima relação qualidade-preço, não poderia ficar de fora!

O Raviolone de mussarela com tomates secos e molho rosé foi um dos destaques da noite de sexta-feira.


Deixo aqui meu agradecimento ao Empório D'Vino pelo convite e os meus parabéns pela realização de mais um ótimo evento no ABC.Quem foi curtiu.
Pra quem perdeu, só resta aguardar a próxima.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Pechincha do mês [SETEMBRO/2012]: Don Laurindo Merlot "Leve" 2012


Mais uma novidade aqui no Vinho SIM!

A partir de setembro, vou indicar pra vocês o vinho de preço mais acessível degustado por mim dentro daquele mês, que chamarei de PECHINCHA do mês!
Como “preço acessível” é algo bem discutível, vou estabelecer um teto de R$ 40,00, que só será ultrapassado no caso do vinho em questão possuir uma relação QUALIDADE-PREÇO excepcional.

À medida do possível, vou fazer indicações de vinhos provados em eventos que tiverem acontecido há pouco tempo, de preferência até mesmo dentro do mês, para garantir que os vinhos indicados possam ser encontrados pelos leitores.

Como já é praxe aqui no Vinho SIM, sinta-se à vontade para comentar minhas escolhas, seja para acrescentar alguma informação, discordar da análise ou fazer qualquer apontamento que julgue interessante.

Foi com grande satisfação que escolhi minha primeira PECHINCHA do mês, pois é um vinho brasileiro, de uma vinícola butique de Bento Gonçalves, pela qual tenho grande admiração, a Don Laurindo.

Antes de falar da vinícola e do vinho - que me desculpem os leitores mais sensatos -, já imaginando que possíveis comentários possam surgir, eu gostaria de deixar clara uma posição minha e do blog Vinho SIM com relação à produção de material sobre vinhos brasileiros.

É fato que meu entusiasmo pelos vinhos brasileiros, outrora muito grande, diminuiu sensivelmente nos últimos meses, devido à postura de determinados produtores em relação às salvaguardas, porém acredito não ser justo ignorar completamente trabalhos que vêm sendo muito bem desenvolvidos por diversos pequenos produtores - que são sabidamente contra as salvaguardas - e "puni-los", boicotando seus vinhos.
O blog Vinho SIM já se posicionou algumas vezes contra as salvaguardas (relembre aqui), mas sempre apresentando argumentos visando a melhora da qualidade dos produtos e de ofertas no mercado brasileiro, jamais com comentários toscos ou com argumentos frágeis que generalizam toda uma classe de produtores que, na verdade, está "representada" nesta história das salvaguardas, por uma minoria poderosa (e canalha!) que se preocupa apenas com os interesses próprios.

Muito bem, depois deste esclarecimento, voltemos à Don Laurindo!

Os vinhos da Don Laurindo podem ser considerados a minha porta de entrada ao mundo dos vinhos nacionais e até mesmo aos vinhos finos, há muitos anos atrás, quando fui apresentado a eles pelo amigo Paulinho, até então atendente de vinhos na Adega Tonel do Rudge, uma tradicional adega aqui do ABC, muito conhecida pela venda de vinhos de mesa, mas que, nos últimos anos, ampliou, e muito, seu portfólio de ótimos produtos.


Eu não sou um grande fã de Merlot e, ao contrário do que dizem muitos especialistas brasileiros, não creio que os Merlots nacionais sejam nossos melhores exemplares, mas neste vinho, o Merlot Leve, acredito que a Don Laurindo tenha acertado em cheio!

Ano após ano tenho provado este vinho e ele tem se mostrado sempre aquele companheiro que jamais causa surpresas desagradáveis e que escolta com correção diversos pratos do cotidiano, que geralmente são preparados sem uma grande quantidade de temperos e com a simplicidade que tanto precisamos no dia a dia. Essa é a grande vocação deste Merlot: ser o melhor possível no dia a dia.

Ainda não tinha provado esta safra, mas tive o prazer de conhecê-la no Circuito Brasileiro de Degustação – São Paulo (leia o post com os destaques aqui) agora em setembro.


Este Merlot Leve, que nesta safra não recebeu este nome no rótulo, mas apenas Merlot Reserva 2012, guardadas as devidas proporções, é uma espécie de Beaujolais Nouveau da Don Laurindo, um vinho jovem, para ser consumido jovem e de forma despretensiosa. Como já é comum, ano após ano, a Don Laurindo acertou de novo.

Na taça tem uma coloração cereja-rubi de pouca intensidade e ótimo brilho, quase transparente, lembrando a coloração de alguns Pinot Noirs. No nariz, grande destaque para os aromas de morangos frescos e de jambo-amarelo, uma fruta não muito difundida aqui no Sudeste, mas de aroma bem marcante, que me lembra muito minha infância. Alguns toques de ervas frescas também aparecem, como hortelã e arruda. Paladar bem leve, com ótima acidez. Bem equilibrado. Pouca persistência, mas muito gostoso de beber. Recomendado.

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?