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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Pá-Pum: 5 vinhos pra comprar agora!


É isso lindões do meu Brasil, com o advento dos bota-foras de algumas importadoras (em destaque World Wine, Decanter e Grand Cru) em janeiro, resolvi preparar uma mini-lista com indicações de vinhos pra comprar já, pá-pum, sem pestanejar.

Lá vão eles:

Marquês de Almeida Tinto 2010 (World Wine, R$ 28,80 em 23/01/2017)

Direto e reto: por R$ 28,80 é pra comprar de caixa. Provei este português algumas vezes e agora de novo. Creio que já não está mais no auge, mas continua muito agradável, com bastante fruta e alguma especiaria ainda bem presente. Que tipo de vinhos temos comprado por este preço atualmente? om esse relação qualidade-preço imagino que os estoque acabará rapidinho.

El Tallar Selección 2012 (Grand Cru, R$ 49,00 em 23/01/2017)

Gosto de definir este espanhol como um “Tempranillo diferentão” por conta das notas temperadas e especiadas que apresenta, além do tradicional frutado delicioso típico da casta. O envelhecimento em barricas estadunidenses também me agrada bastante. Por R$ 49,00 é uma boa pechincha.

Tabalí Reserva Syrah 2013 (World Wine, R$ 49,20 em 23/01/2017)

Não é segredo pra ninguém que os Syrahs chilenos estão entre os meus favoritos, principalmente quando se pensa em vinhos do Novo Mundo. Esse 2013 da Tabalí é um ótimo exemplar para comprovar essa minha preferência: muita fruta e boa complexidade para a faixa de preço. Por R$ 49,20 então passa a ser uma compra obrigatória!

Benegas Cabernet Sauvignon 2009 (Decanter, R$ 75,05 em 23/01/2017)

Visitei a Benegas Lynch em meados de 2014 (reveja a matéria aqui) e tive a oportunidade de conhecer diversos de seus vinhos. São produtos elaborados com muito esmero e de extrema qualidade, como é o caso deste CS 2009, com muita fruta compotada muitíssimo bem integrada às notas tostadas da madeira, principalmente as provenientes do carvalho estadunidense. Nos padrões atuais é um vinho que vale os R$ 150,00 cobrados fora da promoção pela importadora, imagina só por R$ 75,00?
Em tempo, a importadora também colocou o Don Tiburcio 2010, do mesmo produtor, em promoção, por R$ 70,00! Vale muito a pena também!

San Gimignano DOC Folgòre Rosso 2002 (World Wine, R$ 235,50 em 23/01/2017)

Pra fechar a lista um italiano pra quem está disposto a investir um pouco mais. Corte de Sangiovese e Merlot, este supertoscano é daqueles vinhos para grandes ocasiões. As notas de tabaco e couro são amplas e se fundem perfeitamente com as frutas que ainda permanecem por ali apesar dos 15 anos do vinho.

É isso.

Qualquer dúvida, deixem nos comentários. Compartilhem a publicação, curta a página do Facebook e se inscrevam no meu canal do YouTube.

Espero que aproveitem e
que Bacco nos ilumine!

domingo, 18 de maio de 2014

Vinho do Porto harmoniza "só" com sobremesas? Será ... ?


Você é fã de vinhos do Porto?
Como costuma harmonizá-los?

Jorge Rosas, sobrinho-bisneto de nada mais, nada menos que Adriano Ramos Pinto - um dos maiores nomes em vinhos do Porto do mundo -, neste bate-papo descontraído no restaurante Trindade em São Paulo, nos surpreende com harmonizações com vinho do Porto pouco comuns aqui no Brasil.


Assista ao vídeo a seguir e divirta-se.

Que Baco nos ilumine!

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 História da vinícola Ramos Pinto e do Vinho do Porto
História da vinícola Ramos Pinto e do Vinho do Porto no Brasil

 Vinhos biodinâmicos da Ramos Pinto - Portugal
Vinhos biodinâmicos da Ramos Pinto - Portugal




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Os vinhos biodinâmicos da Ramos Pinto - Entrevista com Jorge Rosas, gerente de exportação da vinícola



"Não vamos colocar nos rótulos que os nossos vinhos são biodinâmicos, porque queremos vender nossos vinhos por serem bons e não por serem biodinâmicos".

Jorge Rosas, gerente de exportação da vinícola Ramos Pinto


No dia 12 de agosto último tive o prazer de almoçar com Jorge Rosas, um verdadeiro representante de toda a tradição da vinícola Ramos Pinto, sobrinho-bisneto do fundador, Adriano Ramos Pinto, e hoje gerente de exportação desta marca que é uma das mais prestigiadas do mundo.

Durante o almoço falamos sobre diversos assuntos, como a história centenária da Ramos Pinto no Brasil, os "novos" vinhos do Douro, a contribuição acadêmica que a vinícola teve e tem para os vinhos portugueses,  harmonizações com vinho do Porto, vinhos biodinâmicos, dentre outros e seguimos para a degustação de alguns rótulos que estão à disposição aqui no Brasil. Para saber mais de como foi essa conversa, clique aqui e leia o post com a 1ª parte da entrevista que fiz com Jorge Rosas.

Falando sobre vinhos bionâmicos, Rosas me contou que a Ramos Pinto foi a pioneira na plantação de vinhedos orgânicos no Douro e conta hoje com um total de 25 hectares desses vinhedos.

Será que em breve teremos um "vinho do Porto orgânico/biodinãmico"?

Assista a seguir à 2ª parte da entrevista concedida ao Vinho SIM.




Que Baco nos ilumine!

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Jorge Rosas, gerente da Ramos Pinto, fala sobre a história da vinícola e do vinho do Porto, durante almoço-aula-degustação no restaurante Trindade, em São Paulo


Falar de Adriano Ramos Pinto no Brasil sempre foi e continua sendo sinônimo de falar de vinho do Porto. É tão natural que houve um momento em que não se pedia um vinho do Porto num restaurante, mas sim um "Adriano", resultado de uma estratégia de marketing genial de um jovem produtor português, que fundou sua própria vinícola no ano de 1880 - com apenas 21 anos - e construiu uma linda história, baseada em grandes ideias e vinho de ótima qualidade, que perdura até hoje pelo mundo.

Foi com a expectativa de ouvir mais sobre esta história e saber mais sobre a evolução da Ramos Pinto ao longo dos anos, que tive o prazer de participar de uma verdadeira aula-degustação de alguns dos rótulos da Ramos Pinto, ministrada por Jorge Rosas, um verdadeiro representante de toda a tradição da vinícola e do vinho do Porto, sobrinho-bisneto do fundador, Adriano Ramos Pinto, e hoje gerente de exportação desta marca que é uma das mais prestigiadas do mundo.


História

Durante a "aula", Rosas contou um pouco sobre a história do vinho do Porto e sobre a fundação da vinícola, dada em 1880 por Adriano Ramos Pinto, que com apenas 21 anos e cheio de ideias inovadoras e planos, decidiu exportar vinhos do Porto para o Brasil.

Possivelmente a maior contribuição de Adriano para a vinícola e para o próprio mundo do vinho, foi a ideia de exportar seus vinhos já engarrafados para cá, algo inédito até aquele momento, já que era mais prático e econômico trazer os vinhos em pipas e engarrafá-los aqui.

É claro que para ter êxito nesta empreitada, Adriano pensou num produto de grande qualidade, desde o próprio vinho, claro, até a escolha das melhores garrafas e de lindos rótulos que pudessem encantar o mercado brasileiro. E foi o que aconteceu.

Para se ter a dimensão do sucesso que a ideia teve do ponto de vista comercial e econômico, os portos Ramos Pinto - embora fossem vendidos por aqui a preços até três vezes maiores que os dos concorrentes -, em pouco mais de 10 anos, já dominavam mais de 50% de todo o mercado de vinhos do Porto da América do Sul.

Entre uma taça e outra de ótimos vinhos, Rosas topou contar um pouco mais sobre a história da Ramos Pinto e dividir com o Vinho SIM um pouco de todo seu conhecimento sobre os vinhos do Douro, num bate-papo descontraído (dividido em três partes), cuja a introdução pode ser conferida no vídeo abaixo. Vale a pena ver.


Inovação


Com tanta história e tradição, pode-se pensar que a Ramos Pinto poderia viver "apenas" da reputação adquirida, mas não foi isso que aconteceu.

A contribuição para o mundo do vinho está no sangue da vinícola e, neste sentido, a Ramos Pinto iniciou, em meados da década de 1970, uma grande pesquisa científica com as castas do Douro, que culminou na escolha das 5 "melhores", as mais adaptadas à região e com vocação para a produção de vinhos de grande qualidadeTouriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz e Tinta Cão, que hoje são usadas por quase todas as vinícolas da região, tanto na produção dos Portos, quanto na produção dos vinhos "Douro", os vinhos "tranquilos" de denominação de origem controlada.

Hoje pode-se afirmar com tranquilidade, que a Ramos Pinto é umas das grandes responsáveis pela modernização que temos observado nos vinhos portugueses ao longo dos últimos anos. 

Vinhos

Durante este encontro, pude provar alguns dos rótulos trazidos ao Brasil pelas mãos da importadora Franco-Suissa (visite o site), todos de ótima qualidade e que serão comentados em breve aqui no Vinho SIM.

Da esquerda para a direita: Duas Quintas Reserva 2008, Duas Quintas DOC 2010, RP Porto Reserva ("Adrianinho"), RP 10 Quinta da Ervamoira (10 anos)

A agradável conversa com Jorge Rosas rendeu outros vídeos, em que o português me contou sobre o futuro da Ramos Pinto, a produção de vinhos orgânicos e deu dicas sensacionais sobre harmonizações com vinhos do Porto, que estarão disponíveis aqui no Vinho SIM nos próximos dias. Sou suspeito para falar, mas são realmente imperdíveis.

Deixo aqui meus agradecimentos ao Jorge Rosas pelo ótimo papo e ao restaurante Trindade (Rua Amauri, 328 - Itaim Bibi - São Paulo - Telefone: 3079-4819) pela recepção.

Que Baco nos ilumine!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Vinho do mês [JUNHO/2013]: Vidigal - Reserva dos Amigos - Seleção Especial 2010


O inverno chegou e com ele chegou também a vontade de provar vinhos mais carnudos, estruturados, saborosos ... 

E foi exatamente isso (e muito mais!) que encontrei no Reserva dos Amigos Seleção Especial 14,5% da Vidigal Wines, uma vinícola da região de Lisboa - Portugal que há pouco tempo desembarcou em terras brasileiras trazendo seus vinhos elegantes e cheios de estilo.

 

Este Reserva dos Amigos Seleção Especial 14,5%, um corte de 30% Touriga Nacional, 30% Tinta Roriz e 40% Castelão e sem passagem por barricas (recebi esta informação diretamente da vinícola, mas a considerei estranha), é um vinho muito aromático e frutado, com aromas destacados para frutas negras maduras com nuances de geléia de framboesas, toques de chocolate negro amargo e um leve tostado (aparentemente de um afinamento em barricas?). Paladar macio, de ótima estrutura e com uma pitada de acidez que o torna muito equilibrado. Ótima persistência.


Segundo me disse a vinícola, o grande "segredo" deste vinho está no fato de ser "produzido com uvas de colheita tardia". Claro que não se trata de uma colheita tardia como a realizada para a produção de vinhos de sobremesa, mas de uma sobrematuração das uvas, certamente devido ao fato da região de Lisboa ter tido uma safra muito interessante em 2010.

Bela harmonização para um espaguete ao sugo  acompanhado de um entrecote argentino na chapa

Este vinho ainda não está no mercado brasileiro, mas a Brasilways - importadora da Vidigal Wines - traz para cá um homônimo, o Reserva dos Amigos 2010 13% que ainda não provei, mas venho recebendo boas referências de amigos que o provaram recentemente.

Avaliação Vinho SIM: REFINADO (17/20)

Olho neles e
que Baco nos ilumine!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Rapariga da Quinta - Escolha - 2010



Projeto pessoal do renomadíssimo enólogo português Luís Duarte, os vinhos Rapariga da Quinta são resultado de uma produção feita a partir de vinhas do próprio “quintal” de casa.

O vinhateiro, eleito em 1997 e 2007 o Enólogo do Ano pela Revista de Vinhos - uma das publicações especializadas mais prestigiadas de Portugal – apresentou seus vinhos durante o Wine Road Show, da importadora Épice, realizado em São Paulo (relembre).

De um enólogo - e agora produtor - com um tal percurso, espera-se um vinho consequente com a sua carreira. E isso, para quem segue e conhece o trabalho de Luís Duarte, é uma daquelas premissas que está garantida desde sempre.

Tive a oportunidade de provar os três tintos da linha, os fantásticos Rapariga da Quinta Colheita 2011 (91 pontos pela Wine Enthusiast nas safras 2008 e 2009) e Rapariga da Quinta Reserva 2010 (nada menos que 94 pontos pela WE nas safras 2008 e 2009), além deste Rapariga da Quinta Escolha 2010, que é o vinho de entrada da vinícola, mas que, guardadas as devidas proporções, foi o que mais me impressionou, especialmente por se tratar de um vinho com preço na casa dos R$ 30,00.

O Rapariga da Quinta Escolha, vinho para ser consumido no dia a dia, é um daqueles vinhos que nos intrigam, pois poderia facilmente ser vendido por maior preço. Ao meu ver, é muito superior aos vinhos da mesma faixa de preço encontrados no mercado.

Elaborado a partir de um corte de 40% Aragonês, 40% Trincadeira e 20% Syrah, parte do vinho estagiou em carvalho de segundo uso por seis meses.

Coloração vermelho rubi claro, com bastante brilho e totalmente límpido. Aromas de morangos frescos e maduros, formando uma paleta olfativa bem interessante, pois deixa uma sensação agridoce. Algum toque de especiaria adocicada também aparece. Na boca apresentou pouca estrutura, um vinho fácil de beber e bem leve, com ótimo equilíbrio entre doçura e acidez. Boa persistência.

R$ 30,00 (Épice) | Álcool 13,5 %

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO (14/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Luis Pato - BTT - 2009


O fantástico Luis Pato, “rei” da região da Bairrada, em Portugal, aprontou mais uma de suas peripécias enológicas lançando este vinho de nome dúbio, o BTT 2009.

Segundo o próprio Luis Pato me disse no Encontro Mistral 2012 (relembre), a ideia deste corte de Baga, Touriga Nacional e Tinta Cão é "mostrar ao mundo que é possível consumir um vinho da Bairrada - produzido somente com castas locais – ainda jovem, desconstruindo a noção de que os bons vinhos locais sempre levam alguma “casta internacional” no seu corte."

Outra informação muito interessante é que a sigla BTT - uma clara referência aos nomes das castas – também é a abreviação de mountain bike em Portugal, o que nos leva a associá-la com a capacidade deste vinho de transitar por qualquer tipo de situação, seja ela a de servir como vinho de contemplação ou mesmo de harmonização para um grande número de pratos.

Teria sido Luis Prato pretensioso demais?

Quando se trata deste gênio da enologia portuguesa e mundial, nada é pretensão demais. O português é fera na arte de produzir excelentes vinhos, é uma figura das mais carismáticas do mundo do vinho e vem se mostrando uma grande revelação na arte da inovação também.

O BTT 2009 logo em sua primeira safra já foi condecorado como um dos 50 melhores vinhos de Portugal por Tom Cannavan, um feito louvável vindo deste renomado crítico escocês.

Coloração vermelho rubi intenso, muito límpido e brilhante. No nariz muita fruta vermelha fresca, como morangos e cerejas, além de toques de ameixas maduras, café e terra molhada. Paladar fresco, com ótima acidez e bastante frutado. Taninos presentes e maduros. Ótima persistência. Um vinho muito gostoso de beber e que vale muito mais pela curiosidade de provar um vinho típico da Bairrada, produzido com um corte incomum no Brasil. 

R$ 164,00 (Mistral) | Álcool 13,0 %

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO (15/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: RAZOÁVEL

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Quinta do Perdigão - Dão Colheira - 2008


 

A Quinta do Perdigão, localizada na região Dão, é a vinícola mais premiada desta região desde 1999, segundo o site da própria empresa.

Com uma área de vinhedos de apenas 7 hectares, está localizada em Pindelo de Silgueiros, na primeira encosta do Rio Dão, a uma altitude de 365 metros. O rótulo evoca as cores e as armas “Perdigão” de 1500, concebido por José Perdigão, arquiteto, proprietário da Quinta do Perdigão.

Todos os vinhos são produzidos seguindo as normas da região Dão, utilizando para tal apenas cepas locais, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro Preto, procurando sempre manter as máximas características locais, aproveitando ao máximo as condições climáticas locais para a definição do carácter e qualidade dos vinhos, um ótimo exemplo do verdadeiro conceito de terroir.


O Quinta do Perdigão Colheita 2008 (Tinto) é um vinho elaborado exatamente nas mesmas proporções em que as vinhas são distribuídas na propriedade da vinícola: 50% de Touriga Nacional, 20% de Jaen, 20% de Tinta Roriz e 10% Alfrocheiro Preto (10%) com estágio de 12 meses em barricas  de carvalho francês.

A coloração vermelho rubi intenso, muito límpido e com bastante brilho é muito bonita. Os aromas de ameixas pretas, amoras e mirtilos maduros se misturam com toques herbáceos. As ervas frescas, como arruda e cidreira e algumas notas de especiarias também aparecem. Madeira presente, mas muito bem integrada. Paladar muito agradável, com um frutado misturado com um frescor bem agradável, boa acidez. No retrogosto aparecem nuances de pimenta seca. Macio, equilibrado. Boa persistência.

R$ 100,00 (Mistral) | Álcool 14%

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO / Relação QUALIDADE-PREÇO: BOA

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

I Wine Weekend D'Vino - Empório D'Vino - Santo André - Visão Geral/Fotos

Conforme publiquei aqui no Vinho SIM (relembre), no final de semana entre 21 e 23/09, o Empório D'Vino, em Santo André, realizou o 1º Wine Weekend D'Vino, uma ótima degustação de massas, risotos e vinhos, inédita na região.

O evento contou com bons rótulos da importadora Cantu e uma ótima seleção de massas artesanais e risotos, preparados com todo capricho pela equipe da casa.

A seguir, algumas fotos dos vinhos à disposição, todos com preços descontos entre 12 e 21% do preço de prateleira.


Toda boa recepção tem um bom espumante, como é o caso deste Veuve Devienne

Os descontraídos Cicônia, da Herdade São Miguel

O SB 2011 da linha Yelcho, da Ventisquero, fez sucesso entre os participantes, principalmente pela EXCELENTE relação QUALIDADE-PREÇO.

A harmonização do Yelcho SB 2011 com o talharine de ervas finas na manteiga agradou em cheio

A linha Crios - Susana Balbo, de ótima relação qualidade-preço, não poderia ficar de fora!

O Raviolone de mussarela com tomates secos e molho rosé foi um dos destaques da noite de sexta-feira.


Deixo aqui meu agradecimento ao Empório D'Vino pelo convite e os meus parabéns pela realização de mais um ótimo evento no ABC.Quem foi curtiu.
Pra quem perdeu, só resta aguardar a próxima.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TOP 10 - Primavera 2012



A primavera é uma estação especial.
Cheia de cores e perfumes, a estação das flores é uma estação fantástica para os vinhos, já que sempre nos reserva alguns dias quentes, outros mais frios e até aqueles dias em que a temperatura amena nos dá uma deliciosa dúvida entre a escolha de um branco ou tinto. E por que não um rosado? E por que não um branco e um tinto? Ahhh ... a primavera ...

Para evitar comentários desnecessários, lembro que todos os vinhos desta relação foram comprados por mim, degustados nas próprias vinícolas em visitas ou em outras degustações abertas, portanto, não possuem nenhuma influência de produtores, lojas, importadoras, etc.

Para facilitar a escolha, dividi a seleção em brancos, rosados, tintos leves, tintos encorpados e uma categoria bônus, a pechincha TOP 10.

Espero que gostem. Vamos eleitos para esta primavera 2012!


A prechincha

· Don Laurindo Merlot Leve - R$ 30,00

Cor, aroma e paladar da Primavera! 

Brancos

· Domaine Weinbach – Cru D’Alsace – Gewurztraminer -  Reserve 2011 – Grand Cru - R$ 130,00

10g/L de açúcar residual excepcionalmente equilibrados pela acidez fazem deste branco a cara da Primavera!
· Escorihuela Gascón – Pequeñas Produciones – Chardonnay 2009 – Grand Cru - R$ 98,00

Leia a ND já publicada no Vinho SIM

Rosados (Rosés)

· Suzana Balbo - Crios Malbec Rosé 2011 - Cantu, R$ 40,00

A eterna excelente relação QUALIDADE-PREÇO de Susana Balbo!
· Pisano – Rio de los Pájaros – Rosado - 2010 - Mistral, R$ 45,00

Um corte inusitado de Tannat e Cabernet Franc numa  ótima relação QUALIDADE-PREÇO

Tintos Leves

· Sozo – Pinot Noir 2011 – Vinícola Sozo, R$ 35,00

Indicado como um dos destaques do Circuito Brasileiro de Degustação 2012 - Etapa São Paulo (leia), um Pinot Noir brasileiro que vale a pena ser provado

· Undurraga – TH – Pinot Noir – Leyda - 2010 - Abflug, R$ 125,00

O Vale do Leyda, no Chile, é único na capacidade de produzir vinhos frescos e macios, ótimos para  os dias amenos da Primavera

Tintos Encorpados

· Finca la Anita - Tonada 2007 – Sociedade da Mesa, R$ 40,00

Já selecionado como um TOP 10 argentino (leia), este elegante Malbec argentino tem ótima relação QUALIDADE-PREÇO.

 · Quinta do Crasto - Superior - 2010 - Qualimpor, R$ 98,00

Um clássico português já detalhado aqui no Vinho SIM
· Viña Maipo – Gran Devoción – Carmenèré / Syrah 2009 – Ravin, R$ 85,00

Uma das linhas chilenas com melhor relação QUALIDADE-PREÇO no mercado brasileiro, este corte de CS e Syrah é excepcional para os dias mais frios da Primavera

É isso.
Com todas as dificuldades que é produzir uma lista de 10 vinhos, é claro que acabei deixando alguns grandes vinhos de fora. Sugestões, críticas e comentários são sempre bem vindos!

E aí, gostou da lista? Discorda de alguma indicação? Tem alguma sugestão? 

sábado, 22 de setembro de 2012

Quinta de Gomariz - Vinho Verde - Colheita Selecionada - 2010



Situada na sub-região do Vale do Ave, coração da região dos Vinhos Verdes, a Quinta de Gomariz possui todas as condições naturais para a produção de vinhos verdes de alta qualidade. E é isso que faz, por isso vem acumulando premiações em Portugal e no mundo, inclusive já tendo ganho o concurso Vinhos Verdes 2008.

O protagonista deste post, o Loureiro Colheira Selecionada 2010, é produzido a partir da casta loureiro, uma uva branca de excelente tipicidade, que, quando bem vinificada, dá vinhos bem frutados e com uma acidez fantástica.

Este 2010 apresentou-se amarelo palha de pouca a média intensidade, com bastante brilho e totalmente límpido. Aromas de flores e frutas frescas, destacando-se maçã-verde e nectarina. Na boca, a “agulhada” típica dos vinhos verdes vem acompanhada por um excelente equilíbrio entre a doçura da fruta e a acidez corretíssima. Final de médio a longo.

Indicadíssimo para os dias quentes do verão brasileiro. Fácil de beber e de muita qualidade.

Para acompanhá-lo, escolhi um carpaccio tradicional de filé mignon com alface americana, palmito, mostarda com mel, alcaparras e queijo parmesão. Show!!!


Se você preferir, um vinagrete de polvo e/ou de mexilhões ou mesmo peixes em geral serão excelentes harmonizações para este belo exemplar dos vinhos verdes portugueses.

R$ 50,00 (Maison des Caves) | Alcool 11,5% | Açúcar 6,8g/L | Acidez 5,2g/L

Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO / Relação QUALIDADE-PREÇO: EXCELENTE

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quinta do Crasto - Superior 2010



Localizada na região demarcada do Douro, a Quinta do Crasto pertence à família Roquette há mais de um século e, tal como as grandes Quintas do Douro, sua origem remonta a tempos longínquos (o nome CRASTO, deriva do latim castrum, que significa Forte Romano).

Os importantes investimentos realizados nos últimos anos, permitiram modernizar as vinhas e instalações de vinificação, garantindo assim grande qualidade na produção de vinhos, mas apesar da utilização das mais avançadas tecnologias de vinificação, continua a ser utilizado o tradicional método de pisa em lagares.

O Crasto Superior 2010 é produzido a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Souzão e um percentual proveniente de uvas de vinhas velhas, todas provenientes da Quinta da Cabreira, localizada no Douro Superior e recentemente adquirida pela família para complementar a produção da Quinta do Crasto.

Vamos à prova.
Na taça mostrou vermelho-violáceo de boa intensidade e ótimos brilho e transparência. Os aromas florais e de frutas silvestres frescas se destacam imediatamente, aos poucos sendo complementados por toques de cacau e por algumas notas tostadas provenientes dos 12 meses de estágio em carvalho francês. No paladar, destaque para as frutas vermelhas com toques mentolados. Taninos bem arredondados. A ótima acidez traz um gostoso frescor ao vinho. Boa persistência. Ótimo equilíbrio.

R$ 98,00 (Qualimpor) | Álcool 14,2% | Acidez 5,1g/L |Acúcar 1,7g/L

Avaliação VINHO SIM: REFINADO / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA

domingo, 1 de julho de 2012

Quinta da Romaneira - Rosé - 2009



A Quinta da Romaneira, localizada na região do Douro, em Portugal, vem apostando na qualidade e modernidade para se destacar no mercado português, recebendo diversos prêmios e boas pontuações pelos seus vinhos.

Este Rosé 2009, produzido a partir de Tinta Roriz, recebeu pontuação 87/100 da Wine Spectator e ainda foi considerado o melhor rosé português na publicação W 2010 de Anibal Coutinho, fator preponderante na minha decisão de prová-lo.

A coloração vermelho-cereja de pouca intensidade, com tons alaranjados chama a atenção. Muito límpido e brilhante. Bonito. No nariz apresentou sutis aromas de frutas brancas e vermelhas frescas, como melão e morangos, além de notas florais. Na boca é bem fresco e possui boa acidez, porém apresentou um leve amargor residual, que incomoda um pouquinho, mas não o torna imbebível.

Como abri o vinho para fazer a prova, tive tempo de pensar em algo para harmonizar e a escolha foi um filé de Anchova com gengibre, tomate e cebola. A escolha do sabor forte do gengibre foi uma tentativa de aguçar as papilas gustativas e verificar se aquele amargor sentido inicialmente havia sido apenas uma impressão. O peixe trouxe ainda mais vivacidade ao vinho e amenizou um pouco aquele amargorzinho residual, mas não fez milagre. 

R$ 45,00 (Grand Cru) | Álcool 13,5% | Acidez 5,8g/L

RAZOÁVEL

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?