Muita
tradição remonta sobre o nome da Bodega Filgueira no Uruguai, cuja história vou
tentar resumir dividida em três partes.
Na
primeira delas, desde o início do século XX, com as primeiras videiras
plantadas por Manuel Filgueira ao redor da propriedade localizada quase às margens do Rio Santa Lucia, em Canelones
onde, por quase 70 anos, a família trabalhou duro para colocar o nome da
vinícola entre os mais conceituados produtores do Uruguai, reconhecida pele
esmero da produção e consequente qualidade dos vinhos.
Na segunda parte, a continuidade do Dr. José Luis Filgueira, médico
cardiologista e filho de Manuel que, com mais juventude, impulsionou grandes avanços
tecnológicos ao empreendimento juntamente com sua esposa, a sra. Martha
Chiossoni que, ao se tornar diretora da vinícola em 1992 truxe “frescor” e
toques de refinamento ao projeto da empresa que culminou, em 1999, com a modernização das instalações para recebimento
de turistas, naquilo que o staff chama hoje de “parte nova”.
Na
última parte, iniciada em 2011, investidores brasileiros adquiriram a vinícola
e começa-se então uma nova fase. Já consolidada no mercado interno, a Filgueira
busca agora conquistar o mundo com seus vinhos de grande qualidade e tipicidade.
Atualmente, com 30 hectares de vinhedos todos na mesma propriedade - e ainda ao
redor da vinícola! - boa parte de sua produção é exportada para
Brasil, Estados Unidos, Espanha Canadá, Polônia e outros países. Seus vinhos estão divididos em 7 linhas, Fuga, Clásica, Sauvignon Gris, Proprium, Reserva, Edición Exclusiva e Familia Necchini, cada uma com características bem peculiares.
Tivemos a oportunidade de provar alguns deles acompanhados pela Melissa Barrera, "aquisição" desta nova fase da vinícola, uma jovem e promissora enóloga, vinda de uma família de enólogos uruguaios que chegou trazendo o combustível necessário para impulsionar ainda mais estes ótimos produtos.
Para não cair na mesmice de falar sobre os - sempre muito bons - Tannats uruguaios ou sobre os vinhos de linhas premium - também sempre muito bons (e algumas vezes, caros também!) - optamos por provar alguns vinhos da linha Clásica, que costumam ter ótimas relações qualidade-preço e - os que mais me encantam - vinhos Sauvignon Gris, uma tradição da vinícola que são quase uma exclusividade na América do Sul.