Mostrando postagens com marcador Uruguai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Uruguai. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Vídeo-ND: Alto de la Ballena Cabernet Franc Reserva 2010 (Uruguai)

Mais um vídeo diretamente do canal, galera!

Desta vez o vídeo-ND é sobre um Cabernet Franc uruguaio espetacular: o Alto de la Ballena Cabernet Franc Reserva 2010! Visitei a vinícola em 2016 e foi uma experiência sensacional.

Este é um vinho que, apesar do preço um pouco elevado para os padrões nacionais, eu considero uma ótima relação qualidade-preço para ocasiões especiais.

Confere lá ...

Não se esqueça de deixar o seu "joinha", comentar e compartilhar o vídeo com os amigos e se inscrever no canal.

Boas degustações e
que Bacco nos ilumine!

sábado, 16 de janeiro de 2016

ND: Viña Progreso Sueños de Elisa Open Barrel 2011


Filho de peixe, peixinho é?

A história desde vinho e desta vinícola é bem interessante.
Após formar-se em Enologia, Gabriel Pisano - com todo o apoio da família com uma história de mais de 100 anos com o vinho no Uruguai - cria asas e voa mundo a fora, conhecendo com detalhes diversas regiões, vinícolas e grandes vinhateiros do Velho e Novo Mundo, casos de David Ramey (Sonoma – Califórnia), Beyers Truter (Stellenbosch – Africa do Sul) e Michel Rolland (Clos Apalta – Chile), além de realizar trabalhos na Espanha e no Priorato, exatamente onde o aprendeu uma técnica que os produtores lá utilizam para a vinificação de pequenos lotes: a Open Barrel ("barrica aberta"). 

Já de volta ao Uruguai - e cheio de ideias! - o jovem e inquieto Pisano logo inicia seu próprio projeto,
onde seus sonhos finalmente se tornariam realidade e seu talento poderia ser conhecido pelo Uruguai e pelo mundo. Nascia assim a Viña Progreso, uma espécie de vinícola experimental, sem vinhedos, adega e nem ao menos equipamentos próprios, na definição do próprio Gabriel uma "vinícola de garagem", com produção limitada, mas inovadora, a soma do pedigree Pisano com a vontade de inovar, de mostrar a sua cara.

Tive o prazer de conhecer a Pisano (leia o 
artigo da visita) algum tempo atrás, ocasião em que também conheci Gabriel e seus vinhos, que me chamaram bastante à atenção pela personalidade e rusticidade típica da família, mas principalmente pela maciez que os tornam destacados. Dentre todos, o que mais me encantou foi exatamente o Sueños de Elisa Tannat 2011, pioneiro do estilo Barrica Aberta no Uruguai.

No processo, as uvas são colocadas numa barrica de carvalho, as uvas são prensadas manualmente e são usadas apenas leveduras indígenas. Terminado o processo de fermentação, a barrica é "reconstruída" e o vinho permanece por mais alguns meses (6 meses nesta safra), terminando seu amadurecimento. A produção de pouco mais de 1000 garrafas e o enólogo homenageou sua tia, Elisa,
 que é também quem ilustra os rótulos da Viña Progreso.

Vamos ao vinho.


Cheio de fruta em compota em perfeito equilíbrio com a madeira no nariz, onde também aparecem notas de chocolate e algo de especiarias doces. Na boca, excelente acidez, muita fruta (de novo) e toques tostados e de chocolate dão a tônica. Taninos supermaduros e final longo, elegante e macio. Este é um daqueles vinhos que o prazer e a vontade de continuar bebendo transcedem a análise/descrição organoléptica. Uma aula de vinificação de Tannat e prova obrigatória para qualquer enófilo. Certamente um dos grandes vinhos da América do Sul. Seu preço pode parecer não muito convidativo, mas vale cada centavo! Sem dúvida um vinho com o tempero Pisano: sincero, rústico e frutado com uma pitada de maciez da nova geração.

REFINADO (17/20) / R$ 345,00 (Importadora Vinci)
E foi assim.

É a prova de que fazer grandes vinhos é transmitida de geração para geração! Se a geração dos irmãos Daniel, Gustavo e Eduardo consagrou os trabalhos de Don Cesar e dos demais antepassados em Progreso, Gabriel Pisano é o legítimo sucessor do legado dos Pisano. Um daqueles vinhos que merece o título de "vinhaço".

Que Baco nos ilumine!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ND: Alto de La Ballena Tannat + Viognier 2010

O Uruguai não cansa de me encantar ...

A vinícola da vez é a
Alto de La Ballena, um pequeno empreendimento com 8 hectares de vinhedo, localizado na Serra de La Ballena (Departamento de Maldonado), a pouco menos de 15 km de Punta Ballena e bem perto de Punta Del Este. Considerada uma vinícola boutique, a idealização de Paula Pivel e Álvaro Lorenzo produz ótimos vinhos à base de Tannat, Merlot, Cabernet Franc, Syrah e Viognier.
Seus vinhos são destacados pelo conjunto mineralidade-frescor-fruta, características potencializadas pela forte influência marítima
.

Tenho provado alguns vinhos bem interessantes da vinícola e, em especial, este me chamou bastante à atenção. 


Interessante corte de Tannat (85%) e Viognier (15%).

Frutas vermelhas, flores e chocolate são permeados por notas de côco e algo de couro, dando um 'quê' rústico-refinado, que me causa uma certa inquietude. Tenho gostado bastante da parceria Tannat + carvalho estadunidense (este vinho estagia 9 meses em barricas novas). Na boca, as notas acima se confirmam e vêm acompanhadas de ótima acidez e um mineral muito gostosos. Mais um excelente exemplar uruguaio, do qual foram produzidas apenas 9800 garrafas. Vale a prova.

ÓTIMO (16,5/20) / R$ 120,00 (Importadora La Charbonnade)
E foi assim. 

Que Baco nos ilumine!









quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Bodega Casa Filgueira (Uruguai)


Visite o site da Bodega Filgueira

Muita tradição remonta sobre o nome da Bodega Filgueira no Uruguai, cuja história vou tentar resumir dividida em três partes.


Na primeira delas, desde o início do século XX, com as primeiras videiras plantadas por Manuel Filgueira ao redor da propriedade localizada quase às margens do Rio Santa Lucia, em Canelones onde, por quase 70 anos, a família trabalhou duro para colocar o nome da vinícola entre os mais conceituados produtores do Uruguai, reconhecida pele esmero da produção e consequente qualidade dos vinhos.

Na segunda parte, a continuidade do Dr. José Luis Filgueira, médico cardiologista e filho de Manuel que, com mais juventude, impulsionou grandes avanços tecnológicos ao empreendimento juntamente com sua esposa, a sra. Martha Chiossoni que, ao se tornar diretora da vinícola em 1992 truxe “frescor” e toques de refinamento ao projeto da empresa que culminou, em 1999, com a  modernização das instalações para recebimento de turistas, naquilo que o staff chama hoje de “parte nova”.

Na última parte, iniciada em 2011, investidores brasileiros adquiriram a vinícola e começa-se então uma nova fase. Já consolidada no mercado interno, a Filgueira busca agora conquistar o mundo com seus vinhos de grande qualidade e tipicidade.

Atualmente, com 30 hectares de vinhedos todos na mesma propriedade - e ainda ao redor da vinícola! - boa parte de sua produção é exportada para Brasil, Estados Unidos, Espanha Canadá, Polônia e outros países. Seus vinhos estão divididos em 7 linhas, 
FugaClásicaSauvignon GrisPropriumReservaEdición Exclusiva e Familia Necchini, cada uma com características bem peculiares.

Tivemos a oportunidade de provar alguns deles acompanhados pela Melissa Barrera, "aquisição" desta nova fase da vinícola, uma jovem e promissora enóloga, vinda de uma família de enólogos uruguaios que chegou trazendo o combustível necessário para impulsionar ainda mais estes ótimos produtos.

Para não cair na mesmice de falar sobre os - sempre muito bons - Tannats uruguaios ou sobre os vinhos de linhas premium - também sempre muito bons (e algumas vezes, caros também!) - optamos por provar alguns vinhos da linha Clásica, que costumam ter ótimas relações qualidade-preço e - os que mais me encantam - vinhos Sauvignon Gris, uma tradição da vinícola que são quase uma exclusividade na América do Sul.


Vamos a eles.


Filgueira Tannat Cabernet Franc Rosé 2014

Leve, com algumas notas de morangos e algo herbáceo. Com final levemente adocicado é um vinho para ser apreciado despretenciosamente. 

Nota VS: 14/20
Preço Brasil: R$ 35,00

Sauvignon Gris Reserva 2009


Deliciosos aromas de frutas brancas em calda, mel e baunilha encantam desde o início. Na boca tem ótima acidez, que equilibra com perfeição o frutado. Ótimo corpo, cremoso. O final longo e macio deixa uma sensação intrigante de bala de café na boca. Uma preciosidade sulamericana.

Nota VS: 17/20
Preço Brasil: R$ 55,00



Sauvignon Gris Premium 2003


Uma espécie de irmão mais velho da SG 2009, este Premium é um vinho para apreciadores com certa experiência. As notas de mel e baunilha estão ainda mais concentradas e já aparecem acompanhadas de frutos secos, amêndoas e notas de oxidação. Na boca, tudo isso se confirma e ainda possui um bom equilíbrio, com final muito longo. Segundo a vinícola, restam por volta de 200 garrafas que, se dependesse de mim, estariam todas no Brasil.

Nota VS: 18/20
Preço Uruguai: U$ (Pesos uruguaios) 340,00
Preço Brasil: não disponível


Filgueira Tannat / Cabernet Franc

Fruta, fruta e fruta. A proposta da linha Clásica e apresentar um vinho jovem, frutado e fácil de beber. Conseguiu. Este aqui ainda traz uma certa rusticidade, com alguma presença de chocolate amargo, que lhe confere um charme especial. Certamente uma das grandes relações qualidade-preço do Uruguai. Um vinho para acompanhar uma tábua de queijos, carnes vermelhas magras na brasa e uma pizza.

Nota VS: 16/20
Preço Brasil: R$ 35,00


Filgueira Cabernet Sauvignon 2002

Impressionados com a capacidade de guarda do SG Premium 2003 perguntei se havia a possibilidade de provar algum outro vinho de longa data disponível na vinícola. Foi quando Melissa sugere que provemos este CS 2002. Bingo. Apesar dos 13 anos de idade, a fruta ainda aparece, contornando as notas defumadas que dão o tom. Mostra grande evolução, com aromas e sabores bem complexos, mas ainda boa acidez e alguma presença de taninos. Incrível, mas acredito que ainda tenha o que evoluir. Está disponpivel para compra na vinícola. Imperdível para os amantes de vinhos com notas de evolução.

Nota VS: 18/20
Preço Uruguai: U$ 150,00 (~ R$ 15,00: Quê???)
Preço Brasil: não disponível.

Convidei à Melissa Barrera para falar um pouquinho sobre a Filgueira e principalmente sobre seus Sauvignon Gris, já uma espécie de marca da vinícola, a variedade que se tornou emblemática e vem nos brindando com brancos fantásticos e únicos.



Dentre as opções de visitas, a Filgueira conta com duas modalidades: degustação acompanhada das imperdíveis empanadas uruguaias e tábua de frios ou degustação acompanhada do tradicional 'asado uruguayo', que foi nossa escolha. Simplesmente delicioso e altamente recomendado.

E assim terminamos mais uma visita cujas boas lembranças nos acompanharão para sempre. Grande alegria compartilhar estes ótimos momentos com vocês, Filgueira. Muchas gracias desde Brasil!


Bodega Casa Filgueira

Por que visitar?


  • Sensação de estar visitando velhos amigos.
  • Ótima opção para comprar vinhos de excelente relação qualidade-preço.
  • Sauvignon Gris únicos na América do Sul.

Produção anual (vinhos finos): 200 mil litros
Importador no Brasil: Supermercado Verdemar (Belo Horizonte - MG)


Avaliação VS


Que Baco nos ilumine!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Histórias do Mundo do Vinho: Daniel Pisano (Pisano Wines, Uruguai) fala sobre o Gran Reserva Oculta Nº 1


Que história!

Em 2013 estive pela primeira vez na Pisano (
relembre), ocasião em que conheci Daniel, Gustavo e Eduardo, os "irmãos Pisano", que construíram - com muita luta e paixão - uma história linda neste mundo tão louco e fascinante que e o 'Mundo do Vinho', conseguindo colocar o Uruguai definitivamente no mapa vitivinícola mundial.

Esta visita rendeu muitas histórias e uma amizade, que gerou uma vontade intermitente de voltar ao Uruguai sempre que possível. E em 2014, lá estava eu novamente. E, claro, novamente visitei a Pisano, ocasião em que conheci um vinho único, o Gran Reserva Oculta Nº 1 - Don Cesar Tannat 2002, um daqueles exemplares cujo prazer em degustar não se encontra "apenas" na análise visual-olfativa-gustativa, mas sim na história que ele carrega e na oportunidade de compartilhá-lo com pessoas tão especiais, como foi o caso nesta visita.


E ninguém melhor que o próprio Daniel Pisano para falar sobre esse vinhaço e sobre como e quando foi a ideia de elaborá-lo. Uma história daquelas impagáveis, daquelas que fazem uma viagem toda valer a pena. Fala Daniel.


Desta vez levei "na bagagem" alguém muito especial, alguém com quem sabia que dividir algumas experiências que viriam pela frente seria muito especial, nada mais, nada menos, que minha avó, que acabara de completar 90 anos.

 Será que Daniel conseguiu prender a atenção da Dona Helena?

E tem gente que ainda me pergunta por que gosto tanto da gente e dos vinhos uruguaios.

Que Baco nos ilumine!

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Bodega Santa Rosa: tesouros subterrâneos te aguardam em plena Montevidéu - Uruguai

 Visite o site da Bodega Santa Rosa

Quase 120 anos de vida e 6 gerações gerações da mesma família.
Parece bom?

Quem conhece a história do vinho na América do Sul sabe que esses números já seriam mais que suficientes para colocar a Santa Rosa como uma das mais sensacionais vinícolas do nosso continente.

No entanto, todo o pioneirismo não pararia por aí.

Dados verídicos da produção da vinícola na porta de descida para a cave

A Santa Rosa protegendo os vinhos na entrada da cave

Quase 
80 anos produzinho espumantes pelo método tradicional (champenoise)! A primeira safra, em 1936, foi um corte de Chardonnay e Pinot Noir que recebeu o nome de Fond de Cave, nome este que ainda está nos espumantes da vinícola. É desta mesma época a Cave subterrânea da vinícola, que ocupa uma área de quase 4000 metros quadrados.


 

Quase 40 anos desde a contratação do primeiro enólogo francês, Jean Pierre Lèdé, simplesmente um dos fundadores e professor do Instituto de Análise Sensorial de Champagne que colocou a vinícola definitivamente entre as melhores produtoras de espumantes das Américas.

Eu costumo dizer que no mundo vinho, entre estudos de produtos e produtores, degustações, visitas, provas e tudo mais 
há coisas interessantes e coisas desinteressante, mas há algumas que, definitivamente, não se enquadram em nenhuma das duas categorias, pois são extraordinárias, simplesmente necessárias a qualquer enófilo apaixonado, a qualquer estudioso. Uma dessas coisas é essa vinícola: Santa Rosa.

Tive a honra de conhecê-la guiado pelo atual manager, Daniel Mutio, uma daquelas figuras indispensáveis para o mundo do vinho, cuja conduta se pauta na verdade de seus produtos e no contato com seus amigos, não no jogo de cena ou no marketing descompromissado com a realidade que acabou se tornando o mundo atual, um homem que nasceu para lidar com o vinho e o faz com um amor cada vez mais raro e mais admirado. 

Hoje, algum tempo depois da visita e já desimpactado pela experiência vivida, posso afirmar com toda tranquilidade: ir ao Uruguai e não conhecer essa pérola, não ter oportunidade de conversar com Daniel Mutio e ouvir suas histórias, é um grande desperdício para qualquer amante dos vinhos.


 

Obviamente não sairíamos de lá sem provar algumas das preciosidades produzidas pela vinícola. O portfólio da vinícola é bem extenso, com produtos desde o mais famoso Médio a Médio uruguaio, até tintos encorpados e complexos, passando pelos espumantes elaborados pelo método tradicional, os quais privilegiamos nesta visita.


Fond de Cave Blanc de Blancs Extra Brut

Corte de 80% Pinot Noir e 20% Chardonnay (Blanc de Blancs?) com 12 meses de contato com as borras. Perlage perfeita. Nariz pleno de frutas tropicais e algumas notas de frutas vermelhas e pão. Boca muito harmoniosa, com fruta e acidez na medida certa. Final médio-longo muito elegante.

Nota VS: 16/20



Brut Sauvage Nature

100% Chardonnay com 16 meses de contato com as borras. Perlage perfeita. Aqui, além das tradicionais leveduras e das notas de frutas como abacaxi, pêssego e até banana, aparace também a baunilha (20% do vinho é fermentado inicialmente em barricas de carvalho francês). Na boca, um conjunto cítrico-amanteigado de textura fantástica dá o tom, muito equilibrado. Final longo e muito prazeroso, trazendo notas complexas e deixando aquele gostinho de quero mais. Espumante de "gente grande".
Nota VS: 18/20



Fond de Cave Blanc de Noir

100% Pinot Noir com 12 meses de contato com as borras. Perlage perfeita. Nariz com destaque para frutas vermelhas frescas sobre um fundo de creme, algo como uma tortinha de framboesa e morango. Na boca, a lembrança da tortinha volta a aparecer muito equilibrada com uma acidez incrível, muito equilibrada. Final médio-longo e muito gostoso.

Nota VS: 17,5/20


Conclusão da prova. Você tem alguma dúvida que o Uruguai pode produz grandes espumantes? Visite a Santa Rosa.

Qualquer forma de agradecimento à recepção amistosa e calorosa de Daniel Mutio e equipe seria pequena perante a alegria de apreciadores como nós do Vinho SIM de estar perto de pessoas tão especiais, que constroem dia a dia não somente uma vitivinicultura melhor, mas um mundo melhor!



Bodega Santa Rosa

Por que visitar?


  • História da vinícola se confunde com a própria história do vinho uruguaio.
  • Uma das mais lindas caves da América do Sul.
  • Provar espumantes deliciosos produzidos pelo método tradicional.
Importador no Brasil: no momento está sem.

Avaliação VS



Que Baco nos ilumine!


Artigos Relacionados







terça-feira, 28 de julho de 2015

ND: Família Deicas Cru D'Exception Merlot 2007

Maior produtor de vinhos do Uruguai, o Establecimiento Juanicó / Familia Deicas, além de deter grande fatia do mercado interno é também o maior exportador do nosso vizinho e responsável – em grande parte – por tornar os vinhos uruguaios conhecidos no mundo todo.

Claro que nos últimos anos vem contando com “ajuda” de outras excepcionais vinícolas “concorrentes”, porém o nome 
Establecimiento Juanicó / Familia Deicas merece reconhecimento por tudo que fez e faz pelo vinho de seu país.

Atualmente conta com uma linha de vinhos com dezenas de rótulos, desde espumantes e vinhos leves sem passagem por madeira, até vinhos de alta gama, de produção baixíssima como é o caso deste ícone uruguaio que dá título ao artigo, o Cru D'Exception Merlot 2007. Vamos a ele.





Disparado o melhor Merlot uruguaio - quicá o melhor sulamericano. Uma verdadeira bomba de frutas maduras e compotadas, boa presença de especiarias doces, café, chocolate e diversas notas tostadas. Taninos maduros, excepcional acidez e final longo. Um Merlot muito diferente de todos que já provei, mas muito gostoso e interessante. Versátil, pode acompanhar desde belos cortes mal passados de carnes vermelhas até fondues de queijo ou carne e ainda massas com molhos fortes e bem estruturados. Não tem no Brasil e o preço é um pouco salgado no Uruguai (~ U$ 80,00), mas sem dúvida é um ícone sulamericano que merece ser provado. 

REFINADO (18/20) / ~ U$ 80,00 (não disponível no Brasil)

E foi assim. 

Que Baco nos ilumine!

terça-feira, 21 de julho de 2015

ND: Gimenez Mendez Premium Tannat 2011



Diretamente da região de Las Brujas, uma microrregião da aclamada Canelones - Uruguai, vem este belo Premium Tannat safra 2011 da vinícola Gimenez Mendez que, ano após ano, vem ganhando o mercado brasileiro com seus vinhos que unem com maestria potência e maciez.

Como é o caso deste ótimo exemplar Tannat da linha Premium 2011, que apresentou-se cheio de frutas vermelhas e negras, chocolate e algo especiado somados a um conjunto acidez-taninos perfeito para carnes vermelhas mal passadas na churrasqueira. Parece elaborado exatamente para as espetaculares parrillas uruguaias. Dizer que é um grande Tannat uruguaio é praticamente clichê, mas é o que é. 

Está no mercado brasileiro com preço por volta dos R$ 80,00, o que é bem justo para sua qualidade, uma boa relação qualidade-preço. Se tiver oportunidade, compre.

R$ 80,00

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (16/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: MUITO BOM

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?