sábado, 22 de agosto de 2015

Seleção Wine Expert: Aracuri Collector Cabernet Sauvignon 2010

Wine Expert

Queridos leitores, como já escrevi dias atrás na ND sobre o Rio Sil Syrah 2013 (relembre) há pouco tempo iniciei um novo trabalho, a curadoria da seção Brasil na novíssima loja virtual Wine Expert, um trabalho muito prazeroso e criterioso onde vou lançar periodicamente seleções com vinhos especialmente escolhidos pelo Vinho SIM, com base nestes anos e anos de experiências com os vinhos nacionais e, principalmente, nos resultados das Edições 2013-2014 e 2014-2015 do Ranking Vinho SIM de Espumantes, assim como na Edição 2015 do RVS de Brancos, Tintos & Rosados, com resultados divulgados bem recentemente.

Espero que gostem. Comentários, críticas e sugestões são sempre bem vindos.

Vamos à prova de mais um dos selecionados, o Collector Cabernet Sauvignon 2010, da vinícola Aracuri.




A mundialmente adorada Cabernet Sauvignon tem apresentado resultados cada vez mais impressionantes no Brasil. Esse é o caso deste Collector 2010, da vinícola de Campos de Cima da Serra - RS, que mostra desde o início a que veio. Os aromas mostram frutas negras, pimentão verde, além de algo mentolado-especiado. Mais um tempinho na taça e surge também alguma nota de tabaco. Muito elegante e sedutor no nariz, mas o maior destaque para mim é o paladar. Frutas (vermelhas e negras maduras e até compotadas), madeira e acidez em perfeito equilíbrio são acompanhados por ótima estrutura, maciez e taninos madurinhos. A mescla de elegância e rusticidade que eu adoro somada a um final médio-longo delicioso dão a este vinho uma super avaliação no quesito 'vontade de continuar bebendo'. É um belo par para carnes vermelhas, mas principalmente para carnes de caças com molhos encorpados, massas com ragus e queijos fortes. 

ÓTIMO (16/20) / R$ 90,00 (www.wineexpert.com.br)

Recomendado. 

Que Baco nos ilumine!










quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Bodega Casa Filgueira (Uruguai)


Visite o site da Bodega Filgueira

Muita tradição remonta sobre o nome da Bodega Filgueira no Uruguai, cuja história vou tentar resumir dividida em três partes.


Na primeira delas, desde o início do século XX, com as primeiras videiras plantadas por Manuel Filgueira ao redor da propriedade localizada quase às margens do Rio Santa Lucia, em Canelones onde, por quase 70 anos, a família trabalhou duro para colocar o nome da vinícola entre os mais conceituados produtores do Uruguai, reconhecida pele esmero da produção e consequente qualidade dos vinhos.

Na segunda parte, a continuidade do Dr. José Luis Filgueira, médico cardiologista e filho de Manuel que, com mais juventude, impulsionou grandes avanços tecnológicos ao empreendimento juntamente com sua esposa, a sra. Martha Chiossoni que, ao se tornar diretora da vinícola em 1992 truxe “frescor” e toques de refinamento ao projeto da empresa que culminou, em 1999, com a  modernização das instalações para recebimento de turistas, naquilo que o staff chama hoje de “parte nova”.

Na última parte, iniciada em 2011, investidores brasileiros adquiriram a vinícola e começa-se então uma nova fase. Já consolidada no mercado interno, a Filgueira busca agora conquistar o mundo com seus vinhos de grande qualidade e tipicidade.

Atualmente, com 30 hectares de vinhedos todos na mesma propriedade - e ainda ao redor da vinícola! - boa parte de sua produção é exportada para Brasil, Estados Unidos, Espanha Canadá, Polônia e outros países. Seus vinhos estão divididos em 7 linhas, 
FugaClásicaSauvignon GrisPropriumReservaEdición Exclusiva e Familia Necchini, cada uma com características bem peculiares.

Tivemos a oportunidade de provar alguns deles acompanhados pela Melissa Barrera, "aquisição" desta nova fase da vinícola, uma jovem e promissora enóloga, vinda de uma família de enólogos uruguaios que chegou trazendo o combustível necessário para impulsionar ainda mais estes ótimos produtos.

Para não cair na mesmice de falar sobre os - sempre muito bons - Tannats uruguaios ou sobre os vinhos de linhas premium - também sempre muito bons (e algumas vezes, caros também!) - optamos por provar alguns vinhos da linha Clásica, que costumam ter ótimas relações qualidade-preço e - os que mais me encantam - vinhos Sauvignon Gris, uma tradição da vinícola que são quase uma exclusividade na América do Sul.


Vamos a eles.


Filgueira Tannat Cabernet Franc Rosé 2014

Leve, com algumas notas de morangos e algo herbáceo. Com final levemente adocicado é um vinho para ser apreciado despretenciosamente. 

Nota VS: 14/20
Preço Brasil: R$ 35,00

Sauvignon Gris Reserva 2009


Deliciosos aromas de frutas brancas em calda, mel e baunilha encantam desde o início. Na boca tem ótima acidez, que equilibra com perfeição o frutado. Ótimo corpo, cremoso. O final longo e macio deixa uma sensação intrigante de bala de café na boca. Uma preciosidade sulamericana.

Nota VS: 17/20
Preço Brasil: R$ 55,00



Sauvignon Gris Premium 2003


Uma espécie de irmão mais velho da SG 2009, este Premium é um vinho para apreciadores com certa experiência. As notas de mel e baunilha estão ainda mais concentradas e já aparecem acompanhadas de frutos secos, amêndoas e notas de oxidação. Na boca, tudo isso se confirma e ainda possui um bom equilíbrio, com final muito longo. Segundo a vinícola, restam por volta de 200 garrafas que, se dependesse de mim, estariam todas no Brasil.

Nota VS: 18/20
Preço Uruguai: U$ (Pesos uruguaios) 340,00
Preço Brasil: não disponível


Filgueira Tannat / Cabernet Franc

Fruta, fruta e fruta. A proposta da linha Clásica e apresentar um vinho jovem, frutado e fácil de beber. Conseguiu. Este aqui ainda traz uma certa rusticidade, com alguma presença de chocolate amargo, que lhe confere um charme especial. Certamente uma das grandes relações qualidade-preço do Uruguai. Um vinho para acompanhar uma tábua de queijos, carnes vermelhas magras na brasa e uma pizza.

Nota VS: 16/20
Preço Brasil: R$ 35,00


Filgueira Cabernet Sauvignon 2002

Impressionados com a capacidade de guarda do SG Premium 2003 perguntei se havia a possibilidade de provar algum outro vinho de longa data disponível na vinícola. Foi quando Melissa sugere que provemos este CS 2002. Bingo. Apesar dos 13 anos de idade, a fruta ainda aparece, contornando as notas defumadas que dão o tom. Mostra grande evolução, com aromas e sabores bem complexos, mas ainda boa acidez e alguma presença de taninos. Incrível, mas acredito que ainda tenha o que evoluir. Está disponpivel para compra na vinícola. Imperdível para os amantes de vinhos com notas de evolução.

Nota VS: 18/20
Preço Uruguai: U$ 150,00 (~ R$ 15,00: Quê???)
Preço Brasil: não disponível.

Convidei à Melissa Barrera para falar um pouquinho sobre a Filgueira e principalmente sobre seus Sauvignon Gris, já uma espécie de marca da vinícola, a variedade que se tornou emblemática e vem nos brindando com brancos fantásticos e únicos.



Dentre as opções de visitas, a Filgueira conta com duas modalidades: degustação acompanhada das imperdíveis empanadas uruguaias e tábua de frios ou degustação acompanhada do tradicional 'asado uruguayo', que foi nossa escolha. Simplesmente delicioso e altamente recomendado.

E assim terminamos mais uma visita cujas boas lembranças nos acompanharão para sempre. Grande alegria compartilhar estes ótimos momentos com vocês, Filgueira. Muchas gracias desde Brasil!


Bodega Casa Filgueira

Por que visitar?


  • Sensação de estar visitando velhos amigos.
  • Ótima opção para comprar vinhos de excelente relação qualidade-preço.
  • Sauvignon Gris únicos na América do Sul.

Produção anual (vinhos finos): 200 mil litros
Importador no Brasil: Supermercado Verdemar (Belo Horizonte - MG)


Avaliação VS


Que Baco nos ilumine!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Vinho & Saúde: 13 benefícios (comprovados) do vinho tinto!



Não é mais novidade pra ninguém que o vinho - principalmente  tinto - tem sido estudado exaustivamente ao longo das últimas décadas e seus inúmeros benefícios comprovados ano após ano por diversas universidades e grupos de pesquisas ao redor do mundo.

Promover uma vida útil mais longa, proteger contra certos tipos de câncer, melhorar a saúde mental, proporcionar benefícios para o coração, dentre outros estão entre os resultados divulgados por estas pesquisas, excepcionalmente bem resumidas por um artigo publicado no
Medical News Today recentemente.

O artigo reúne uma breve história do vinho associada à explicação do que significa um consumo moderadoA maior parte do conteúdo e citações do artigo referem-se ao vinho tinto, no entanto, um estudo publicado pelo Journal of Agricultural & Food Chemistry concluiu pela primeira vez que o vinho branco pode fornecer as mesmas qualidades cardio-protetores que o vinho tinto. Mais estudos sobre o vinho branco são necessários para confirmar estes resultados.

Na tabela a seguir estão os resultados organizados em três colunas: benefício, universidade (instituição) responsável e fonte da publicação.

BENEFÍCIO
UNIVERSIDADE RESPONSÁVEL
PUBLICAÇÃO (FONTE)
Reduz risco de depressão
Estudo Coletivo (Espanha)
BMC Medicine
Prevenção câncer de cólon
Leicester (Reino Unido)
2nd International Scientific Conference on Resveratrol and Health
Anti-envelhecimento
Harvard
Cell Metabolismoffer
Prevenção câncer de mama
Cedars-Sinai Medical Center (Los Angels - EUA)
Journal of Women's Health
Prevenção de demência
Loyola University Medical Center (EUA)
The Journal of Neuropsychiatric Disease and Treatment
Proteção contra queimaduras solares graves
Universidade de Barcelona
The Journal of Agricultural Food and Chemistry
Prevenção contra doenças que causam cegueira
Washington University (EUA)
American Journal of Pathology
Danos após AVC
Jonhs University (EUA)
Revista Experimental Neurology
Melhorar da função pulmonar e prevenção de câncer de pulmão
Estudo coletivo (Holanda)
Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention
Aumento dos níveis de ômega-3 e ácidos graxos
IMMIDIET (EUA)
American Journal of Clinical Nutrition
Prevenção de doenças do fígado
San Diego University (EUA)
Revista Hepatology 
Prevenção contra câncer de próstata
Seattle University (EUA)
Harvard Men's Health Watch
Prevenção de diabetes tipo 2
Academia chinesa de ciências
Cell Metabolism
Só nos resta abrir um vinho pra comemorar e aproveitar todos os benefícios que esta bebida-alimento pode nos proporcionar.
Que Baco nos ilumine!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

5º Tasting Wines of Chile São Paulo: Inovando com uvas antigas - Parte 1: Vinhos Brancos



No última semana (05/08) aconteceu em São Paulo a 
5ª Edição do Tasting Wines of Chile, um já tradicional evento na capital paulista que sempre traz grandes notícias e novidades do vinho chileno.
E é claro que este ano não foi diferente. Com o tema 
Inovando com uvas antigas e a sempre excelente organização e simpatia da equipe CH2A Comunicação, mais uma vez o sommelier chileno Héctor Riquelme conduziu a Masterclass com a espirituosidade de sempre, brindando a todos os convidados com muita informação e algumas novidades muitíssimo interessantes da vinicultura chilena, dos quais tenho o prazer de apresentar alguns para vocês.

Assim como acontece todos os anos, a ideia da Masterclass deste ano foi elucidar aos convidados de que forma os produtores chilenos se movimentaram no último ano para mostrar ao Brasil (e ao mundo) sua 
capacidade contínua de evolução. O tradicional "em time que está ganhando não se mexe" vale sim na cultura vitivinicultura chilena - há aspectos de sua produção que não há porque mudar - porém, não se acomodar também é importante e é exatamente isso que o Chile vem fazendo ano a ano, conquistando resultados cada vez mais expressivos no nosso mercado.

O evento é sempre bastante agradável e com um clima amistoso, mas 
este ano me pareceu ainda mais descontraído, já que a empolgação dos chilenos uniu o mundo do vinho aos recentes resultados futebolísticos de sua seleção, como é possível ver no vídeo a seguir, onde Oscar Páez Gamboa, diretor comercial da AproChilequebra o protocolo e a formalidade em sua fala de abertura do evento, conquistando os convidados e nos presenteando com mais um daqueles momentos incríveis que o mundo do vinho nos proporciona.


Para facilitar a organização e a leitura, separei esse artigo em duas partes: Vinhos brancos e Vinhos tintos, sendo os primeiros brevemente comentados a seguir.


Casa Silva 1912 Vines Sauvignon Gris 2014

Produzido com uma mescla de Sauvignons Gris e Sauvignons Blancs de vinhas com mais de 100 anos de Angostura (próximo de San Fernando) e Sauvignon Gris Paredones (a 7km do Pacífico) a e sempre muito consistente Casa Silva apresentou um vinho de aromas bem cítricos com algumas notas de carambola e algo que lembra casca de laranja seca, além de toques levemente herbáceos. Na boca confirma a elevada acidez, que agora aparece acompanhada de uma presença salgada e deliciosa textura cremosa. O final de tudo isso é equilibrado e de final médio-longo. Para mim, um vinho muito interessante. Muito gostoso de beber.

Nota VS: 17,0/20
Preço Brasil: R$ 74,00

Falernia Pedro Ximénez 2013

Diretamente do extremo norte chileno, da DO Vale do Elqui vem este que é certamente um dos raros vinhos sulamericanos produzidos com esta casta, a Pedro Ximénez que, de acordo com estudos recentes, não é a mesma casta tão difundida na Espanha. O vinho mostrou aromas que lembram bastante bons vinhos produzidos com Riesling, como as clássicas notas de petróleo e querosene. Na boca é bem seco, com um conjunto mineral-untuosidade bem interessante. Final médio-longo e agradável.

Nota VS: 16,0/20
Preço Brasil: R$ 60,00

Gallardia Blanco Corinto Moscatel 2014 (De Martino)

O Vale de Itata parece ser uma das "meninas dos olhos" dos enólogos chilenos dos últimos anos, não simplesmente por reunir ótimas condições de vitivinicultura, mas sim pela forma com que seu povo preserva certas tradições e sua cultura. Quem poderia imaginar um grande vinho chileno produzido com um corte de Moscatel com Corinto? A De Martino! Nariz cheio de frutas amarelas maduras e (acho que nunca havia notado este aroma em nenhum vinho!) doce de abóbora em calda. O conjunto aromático lembra um pouco o estilo dos Torrontés argentinos, embora com notas perfumadas diferentes. Na boca tem ótimo equilíbrio fruta-acidez e ainda um final com uma certa "picada", parte por alguma nota especiada, parte por algum resquício de gás carbônico. Fical curto-médio, mas muito saboroso. Um campeão no quesito 'vontade de continuar bebendo'.

Nota VS: 16,5/20
Preço Brasil: R$ 73,00








Kiñe Verdejo 2014 (Viña El Principal)

Em 2007, após uma viagem para Rueda (Espanha) os enólogo da vinícola decidiram trazer para o Chile mudas de Verdejo para a produção deste vinho que só liberada pelos órgãos chilenos responsáveis em 2010. A partir daí um intenso trabalho se deu até a primeira safra (2013) vir ao mercado. Este 2014 é, portanto, apenas a segunda safra deste projeto que, ao meu ver, já apresenta resultados interessantes. No nariz as notas de madeira (6 meses de passagem por barricas de 2º uso) se sobressaem, escondendo lá no fundo a fruta. Já na boca ... ahhh, que beleza! Excelente concentração de fruta madura muito bem equilibrada por deliciosa acidez e toques da madeira (já não mais em destaque, mas integrada) num corpo denso, "gordo". Final longo e muito bom.

Nota VS: 16,5/20
Preço Brasil: R$ 155,00








Outer Limits Moscatel Rosada 2015

De vinhedos com cerca de 100 anos localizados no Vale do Maule vem esta raridade da vitivinicultura mundial, um Moscatel Rosada. Muito aromático, com deliciosas notas de manga e pera se alternando e se mesclando sobre um contorno floral de rosas. Na boca, a ótima acidez dá o tom, muito bem escoltada por muitas notas de frutas tropicais e algo apimentado. O final é de ligeiro para médio, mas muito gostoso. O vinho ainda é extremamente jovem e praticamente um projeto experimental. Deve vir coisa muito boa por aí nos próximos anos.

Nota VS: 16,0/20
Preço Brasil: R$ não disponível ainda (Os demais vinhos da linha Outer Limits têm preço na faixa dos R$ 150,00 ~ R$ 220,00)


E foi assim, alguns vinhos bem diferentes do "padrão-Chile" que nos acostumamos a provar nos últimos tempos o que, pessoalmente, me deixou bastante animado, já que a mesmice que o mercado tem se tornado e nos apresentado tem tornado algumas provas muito monótonas e previsíveis. Os próximos anos prometem grandes novidades ...

Acompanhe aqui no 
Vinho SIM as NDs dos vinhos tintos degustados nesta Masterclass, além de mais alguns detalhes deste excelente evento realizado em São Paulo! 

Que Baco nos ilumine!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

ND: Ironstone Chardonnay 2009

Ironstone Vineyards é uma vinícola familiar localizada em Murphys, bem no coração de Sierra Foothills, Califórniard, EUA que busca pautar seu trabalho no respeito ao terroir local e nas belezas da região onde se encontra.

Possui algumas linhas de produtos bem conhecidas aqui no Brasil, das quais se destacam o vinho Obsession Symphony e alguns varietais da própria linha Ironstone e da linha Ironstone Reserve.

Em geral, os vinhos estadunidenses não me agradam muito porque considero exagerada a presença da madeira, o que causa, ao meu ver, um certo desequilíbrio, com estas notas muitas vezes sobrepondo a acidez e própria fruta. Além disso, os preços não costumam ser muito atrativos o que acaba inibindo a compra, sendo preteridos por exemplares de outras regiões.

E esse, o que me atraiu então?

A Casa Flora (importadora) está vendendo este vinho com 50% de desconto em alguns mercados parceiros, como é o caso da Coop aqui de Santo André, onde paguei R$ 30,00 por este Chardonnay 2009. Prática muito comum com vinhos de safras "antigas", possivelmente a importadora acredite que o vinho já esteja em declínio (aí seria até um pouco desonesto mantê-lo à venda - pelo menos sem um promotor que pudesse deixar isso claro aos clientes!) ou se tornou desinteressante comercialmente falando, já muitos consumidores ficarão receosos de comprar um vinho branco que já tem 6 anos de garrafa.




E o vinho, como está?
Não sou um aficcionado por descrever a cor do vinho, mas essa vale a pena: caraaaaaca! Douradíssimo e brilhante! No nariz uma mescla de damascos secos e mel, emoldurados por algo salgado, lembrando queijos com certa maturação. Estranho, né? Sim, estranho e delicioso! Aparecem ainda notas provenientes da madeira bem integradas ao conjunto, contrariando minhas expectativas a respeito de um vinho estadunidense. Na boca mostrou-se bem seco (uma surpresa depois da análise olfativa), com a madeira se fazendo presente em conjunto com a boa acidez. Novamente contrariando minhas expectativas. Estrutura cremosa e final médio-longo. Para mim está fantástico, creio que os anos na garrafa fizeram muito bem ao vinho. É bem verdade que tiraram um pouco do frescor, das notas de frutas frescas e daquele contorno cítrico, mas por outro lado, suavizou a madeira, integrando-a ao conjunto e aportou notas de frutas secas e concentração de aromas e sabores muito agradáveis. Prepare uma massa com um molho à base de manteiga e algum toque de bacon ou um presunto Parma (ou similar) e divirta-se.

Ahh, se encontrá-lo, compre
. Saúde!

ÓTIMO (16/20) / R$ 60,00 (R$ 30,00 em promoção da Casa Flora)
E foi assim. 

Que Baco nos ilumine!

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?