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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Vídeo ND: Altosur Malbec 2015

Vídeo da semana diretamente do canal, galera!

Desta vez o vídeo-ND é sobre um Malbecão argentino dos bons: o Altosur 2015 da Bodega Sophenia! Visitei a vinícola em 2014 e foi uma experiência sensacional.

Este é um vinho bem interessante no mercado nacional, pois possui muito boa relação qualidade preço e é bem versátil, podendo acompanhar uma série de pratos do cardápio brasileiro.

Confere lá ...


Não se esqueça de deixar o seu "joinha", comentar e compartilhar o vídeo com os amigos e se inscrever no canal.

Abração 
e
que Bacco nos ilumine!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

O enólogo Lucas Amoretti fala sobre o seu exclusivo Entonado Malbec 2012 (Direto de Mendoza!)


Mais uma daquelas experiências únicas que o mundo do vinho me proporcionou. É assim que eu descrevo esse encontro com Lucas Amoretti, a quem conheci durante o I Desafio Brasil x Argentina de Espumantes que organizei em Mendoza, ocasião em que uma admiração surgiu imediatamente por este jovem enólogo - com ótimo trabalho desenvolvido na gigante Trapiche -, certamente com grande potencial para num futuro próximo ser um dos mais destacados de Mendoza.

A sintonia foi tão grande e imediata que Lucas nos convidou para provar um vinho de seu projeto pessoal - desenvolvido com outros 3 amigos -, o vinho 
Entonado Malbec 2012.

A descrição "organoléptica" no contra-rótulo do vinho - que você acompanha no vídeo a seguir com o próprio Lucas - já fala por si só (em tradução livre). 
Nariz: vermelho; Boca: sorridente; Vista: algo nublada; Final: Feliz.



Brincadeiras à parte, o vinho é muito bom! Cheio de fruta, tanto no nariz quanto na boca, com algumas notas de chocolate e algo de especiarias. Excelente acidez e taninos bem comportados. O final muito sedoso e longo é um belo convite para o próximo gole. Não está no Brasil e creio que nem estará num futuro próximo, especialmente este 2012 cuja produção foi de apenas 2000 garrafas. Estando em Mendoza, procure por ele. Valerá a pena!

ÓTIMO (16/20)


Nada melhor que o próprio "pai" para falar de seu filho.


E por momentos como esse que o mundo do vinho é tão espetacular.

Que Baco nos ilumine!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Ice Wine de Mendoza? Isso mesmo: Las Perdices Ice 2010!

 

Com clima bastante seco e invernos bem rigorosos, Mendoza - Argentina sempre me pareceu uma região apta a, pelo menos, tentar a produção dos vinhos classificados no mundo como "Icewines" ("vinhos do gelo"), mas, ao mesmo tempo, os produtores nunca me pareceram empolgados com aeste possibilidade. Parece que começaram a mudar de ideia.

Comprei este vinho durante uma visita à vinoteca Lo de Joaquin Alberdi, em Buenos Aires, quando solicitei uma opção de vinho de sobremesa diferente dos botritizados que comumente encontramos no mercado. Na época o vinho ainda não estava no Brasil, mas pouco tempo atrás encontrei-o numa loja aqui em São Paulo, motivação que me faltava para escrever este post.

Produzido pela Viña Las Perdices (que tem no seu nome uma homenagem à grande quantidade de perdizes que habitavam os arredores da região onde seriam cultivados os vinhedos na chegada de seu fundador, Don Juan Muñoz!), uma vinícola familiar localizada em Agrelo - Luján de Cuyo – Mendoza, aos pés dos Andes e a mais de 1000m de altitude acima do nível do mar, este vinho é realmente diferente.

Apesar do nome Icewine, a produção das 6000 garrafas é diferente do método empregado pelos criadores desta ideia, os austríacos e os alemães, com seus espetaculares eisweins. No caso deste mendocino, o vinho é desenvolvido a partir de uvas Malbec resfriadas por vários dias até chegar a temperaturas inferiores a -8ºC, valor no qual a água começa a formar cristais de gelo. Atingida esta temperatura, as uvas são prensadas e obtém-se um mosto concentrado com relação aproximada de 8kg/L.

Com teor alcóolico de 11,5% e 170g/L de açúcar residual o Las Perdices Ice Wine 2010 tem uma coloração vermelho cereja (a foto saiu um pouco escura) com ótimos brilho e limpidez. No nariz mostrou notas de frutas vermelhas maduras e algum toque de ervas finas. Na boca também apareceram as frutas vermelhas maduras. A proposta do vinho é interessante, mas confesso que senti falta de um pouco mais de acidez, o que o deixa com final um pouco enjoativo. Média persistência.

É um bom acompanhamento para sobremesas e para queijos azuis, onde sua doçura será mais equilibrada pela mescla de sabores.

R$ 125,00 (Bodegas) Álcool 13,5%

Avaliação Vinho SIM: BOM (13/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: RUIM

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dia Mundial da Malbec 2013: Gran Malbec de Angeles 2009!



A cepa que se tornou símbolo da vitivinicultura da Argentina tem dia próprio, 17 de abril é o Dia Mundial da Malbec.

O dia é uma referência ao 17 de abril de 1853, data em que o presidente Domingo Faustino Sarmiento, importou algumas videiras da França, sua pátria-mãe. Após ser praticamente devastada do país europeu por geadas nos anos 1960, a cepa encontrou na Argentina condições climáticas perfeitas, que somadas à culinária portenha que cultua a carne bovina, formaram o par ideal para recebê-la de braços abertos e adotá-la como sua. Para mim não há dúvidas, a Malbec é argentina!

Vinho SIM não poderia ficar de fora dessa grande festa e para brindar esse dia tão especial nada melhor que a seleção de um vinho de respeito, um vinho que seja a cara da Malbec da Argentina. O eleito foi o Gran Malbec de Angeles, da Bodega Viña 1924.

O nome 1924 é uma alusão a um antigo vinhedo de Malbec localizado no Vale Vistalba, em Luján de Cuyo, Mendoza, um dos vinhedos de Malbec mais antigos (quicá o mais antigo!) da Argentina.

Do vinho, que já recebeu excelentes pontuações de diversos periódicas e figurou, inclusive, em listas dos melhores vinhos da Argentina, foram produzidas, pelo enólogo Juan Manuel González, apenas 4520 garrafas, após 14 meses de amadurecimento em barricas novas de carvalho francês.

No nariz um show de sensações, incluindo muita fruta com toques de café, chocolate, baunilha e um tostado fino. Complexo. Na boca, outro show! Apesar dos 15,5% de álcool o vinho apresenta grande equilíbrio, com taninos maduros e um equilíbrio entre fruta e acidez perfeito. Excelente persistência. Um vinho muito prazeroso de ser degustado.

Infelizmente não está à venda no Brasil, mas se tiver a oportunidade de estar na Argentina, procur-o. Altamente recomendado. Paguei por volta de 300 pesos argentinos na Lo de Joaquin Alberdi, em Palermo (Calle Jorge Luis Borges, 1772 - Palermo Soho – Fones 54 11 4832 5329 / 54 11 4831 7720 - info@lodejoaquinalberdi.com).


Avaliação VINHO SIM: REFINADO / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA

sábado, 1 de setembro de 2012

Vinho Peruano! Viña Tacama - Gran Tinto 2010



Eu nunca havia provado um vinho peruano. Para ser bem honesto, conhecia bem pouco sobre a vitivinicultura do nosso vizinho, cujo povo eu tenho grande simpatia e cuja culinária eu adoro!
O amigo Celso Pavani, proprietário do Empório D’Vino, ganhou este vinho de um casal de clientes e me convidou para fazer a degustação. Convite irrecusável para um eno-curioso de carteirinha.

História é o que não falta à Viña Tacama, produtora do nosso protagonista, o Gran Tinto 2010.

Os primeiros vinhedos de Ica, região onde se localiza a Tacama - a sul de Lima -, foram plantados por Francisco de Carabantespioneiro da vitivinicultura na Amérca - em 1540, vindos diretamente do México. Uau, quase 500 anos de história!

Na década de 1920, a Viña Tacama decidiu importar tecnologia e material da França com a intenção de melhorar sua produção, mas foi depois da 2a Guerra Mundial - mais precisamente a partir 1958 - que a vinícola direcionou de vez seus esforços para a produção de vinhos de qualidade, com a contratação do enólogo francês Robert Niederman, e de lá para cá a vinícola colhe bons frutos e elogios de grandes especialistas pelo mundo, como o renomado professor Jean Ribéreau-Gayon que declarou que “os esforços da Tacama já têm sido coroados com a produção de vinhos de qualidade indiscutível, mostrando toda a tipicidade do terroir peruano, comparados aos melhores vinhos dos países vinicultores”.


Muito bem, vamos tratar do Gran Tinto 2010.

Este vinho é um corte de Malbec, Tannat e Petit Verdot (não encontrei os percentuais), com 12,5% de álcool.
Coloração rubi de média intensidade.
De cara, no nariz, surgem aromas florais, especialmente de jasmim e violeta, muito evidentes. Agradável. Algumas notas frutadas. Nada de madeira. Na boca mostra-se bem seco, mas com taninos praticamente imperceptíveis. Um pouco mineral. Creio que a quantidade de açúcar residual seja bem baixa. Boa acidez. Um vinho bem diferente dos encontrados normalmente aqui no Brasil e que valeu muito a prova.

Ainda não tem no mercado brasileiro, mas se você for ao Peru, fica a dica: prove os vinhos peruanos!

Avaliação VINHO SIM: BOM / Relação QUALIDADE-PREÇO: S/A

sábado, 28 de julho de 2012

Tília - Malbec + Syrah 2010



Os vinhos da vinícola argentina (Mendoza) Tilia são elaborados visando o consumo do dia-a-dia, tanto para o mercado interno quanto para exportação.

Tilia, palavra proveniente do latim que dá nome a uma árvore tradicional na província de Mendoza. Comumente usada como “sombreiro”, suas flores são usadas para fazer chá populares, alguns deles considerados sedativos.

Achei este vinho interessante por ser um corte bem inusitado, de Malbec e Syrah, duas cepas que têm protagonizado uma disputa oculta entre a Argentina e o Chile (leia o artigo publicado aqui no Vinho SIMpelos vinhos mais frutados, corpulentos e “apimentados” na América do Sul.

O vinho em questão, com envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho francês e americano (10% novas) é um vinho que cumpre exatamente seu papel: ótimo para o dia-a-dia. Coloração violácea. No nariz muita fruta vermelha e negra madura e algum toque das barricas, bem integradas. Na boca tem corpo médio e é bem macio. Taninos praticamente imperceptíveis. Boa acidez para acompanhar massas e boa estrutura para acompanhar carnes na brasa, especialmente as mal passadas. Um vinho fácil de beber.

R$ 35,00 (Vinci) | Alcool 13,5% | Acidez 5,5g/L

BOM – ÓTIMA relação QUALIDADE-PREÇO

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uxmal - Malbec - 2010 X Uxmal - Malbec - 2011: uma conclusão interessante!



Há alguns anos tenho tomado o Uxmal Malbec e, invariavelmente, tenho achado-o um vinho de ótima relação qualidade-preço.
Como ainda tinha uma garrafa do 2010 na minha adega, comprei uma garrafa do 2011 no Empório D'vino, dos amigos Celso e Shirley, onde paguei por volta dos R$ 26,00, pensando em fazer uma mini degustação vertical! 


No visual, ambos estão muito parecidos. Um vermelho violáceo de bastante intensidade, com bom brilho. De cara já me chamou a atenção o fato de o 2010 ter praticamente nenhuma evolução na sua cor, em relação ao 2011.
No nariz, ambos apresentam boas notas frutadas, como ameixa, amoras e cerejas entre frescas e maduras, mas o 2011 se mostrou mais fresco, com algumas notas herbáceas e florais, talvez violetas. O 2010 ainda tem boa intensidade aromática, mas, por mais jovem que ainda seja e que não apresente sinais de amadurecimento no visual, já me perece em declínio.
Na boca, minhas impressões acima se confirmaram.


O Uxmal Malbec 2011 apresenta-se com bom equilíbrio, muito agradável para um jantar despretensioso, idealíssimo para uma bela pizza ou mesmo para um aperitivo em final de tarde, já o 2010 apresenta menos acidez que o ideal, pelo menos para o meu paladar, fazendo sobressair um pouco os sabores adocicados!

Minha conclusão é de que o 2010 entrou em declínio muito rapidamente   (apenas 2 anos!) e o mesmo deve acontecer com o 2011, já que são vinhos de vinificação quase idênticas, logo, caso tenha garrafas destes vinhos em casa: beba-as! Caso tenha interesse em conhecer/provar o 2011 em sua plenitude, compre o mais rápido possível e divirta-se!

O vinho é importado pela Mistral e facilmente encontrado em muitas lojas pelo Brasil!

sábado, 2 de junho de 2012

Ramanegra - Reserva - Malbec - 2009

Mais um vinho que conheci no 2º Workshop da Adega & Empório ABC, em Santo André, importado e apresentado pela Magnum.
Produzido pela Bodega Casarena na região de Luján de Cuyo - Mendoza, Argentina, este foi, ao meu ver, um dos três melhores dos, aproximadamente, 30 vinhos apresentados no Workshop.

Na taça apresentou bastante cor, um vermelho bem escuro com notas violáceas. No nariz, muita fruta madura, baunilha e chocolate. Boa intensidade aromática e certa complexidade. Na boca, os 14 meses de estágio em barricas lhe deram uma boa estrutura e afinaram muito bem seus taninos, presentes, mas bem maduros. Os 15% de álcool não se sobressaem à fruta bem madura e notas de chocolate. Os tostados dão um charme especial. Um vinho bastante saboroso. Vale a compra.

R$ 60,00 | Álcool 15%


Avaliação VINHO SIM: ÓTIMO / Relação QUALIDADE-PREÇO: BOA

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Nieto Senetiner - Don Nicanor - Malbec 2004



Quem me conhece sabe que eu gosto de fazer umas “maluquices” de guardar alguns vinhos por alguns anos para ver como evoluem. Não estou falando necessariamente de vinhos de guarda, mas de vinhos considerados comuns!
Numa dessas, decidi guardar um Don Nicanor Malbec 2004 há alguns anos. Abri-lo com esses 8 anos de idade não pode ser considerado um grande risco, mas muitos já o teriam tomado há tempos ...

Ao despejá-lo na taça já o percebi um pouco opaco, mas sem aparentar defeito, apenas menos bonito do que seria se o vermelho rubi intenso estivesse brilhante e transparente.
No nariz muito chocolate, menta (aquelas pastilhinhas de chocolate com menta), côco queimado, queijadinha. Muita fruta madura. 
Na boca, apesar dos 8 anos, está bem vivo. Taninos muito redondos, acidez e álcool na medida. Apesar de estar pronto para o consumo ainda me parece com potencial de guarda. Se você tiver duas ou mais garrafas, abra uma agora, curta e tome nota para comparar com a outra aberta daqui uns 2 anos. Caso só tenha uma, guarde mais um pouquinho!


Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (15/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: BOA

sábado, 14 de abril de 2012

Lídio Carraro - Elos / Malbec + Cabernet Sauvignon / 2007


Proveniente de uvas plantadas em Encruzilhada do Sul, no RS, este tinto é potente e, como todos da vinícola Lídio Carraro, não tem passagem por carvalho. 

Com uma coloração rubi intensa, brilhante, assim que aberto expressa aquele aroma de terra molhada, bem típico dos vinhos do Sul do Brasil. O segundo momento aromático vem cheio de frutas vermelhas maduras. Na boca apresenta média estrutura e taninos macios. Seu final de média persistência é bem saboroso. É um vinho ótimo para acompnhar queijos médios, tábuas de frios, massas com molhos à base de bacon, calabresa ou mesmo molhos brancos "fortes" como 4 queijos, e pizzas em geral.

Na minha opinião é um vinho com custo-benefício apenas razoável (algo em torno de R$ 70,00), tenho convicção que existem melhores opções no mercado nesta mesma faixa de preço. 
 

Nesta oportunidade harmonizei o vinho com uma tábua composta por ramon serrano e queijo parmesão, um patê de tomates secos e um pão italiano para acompanhar. Foi uma boa escolha. 
 

R$ 42,00 | Alcool 12,5% 


Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (14/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: RAZOÁVEL

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?