sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vinhos da Áustria no Weinstube!


Na noite da última terça-feira, dia 30/07, a The Special Wineries (TSW) apresentou alguns de seus rótulos num evento/degustação que já está se tornando tradição em São Paulo: o Weinprobe do restaurante Weinstube, no Club Transatlântico, em São Paulo, que ocorre sempre na última terça-feira de cada mês e é gratuito, basta confirmar presença  

A degustação foi dirigida pelo especialista em vinhos austríacos, Maurício Rodrigues e iniciou com uma verdadeira aula sobre a Áustria, que passeou pelas regiões produtoras, as castas tradicionais e vinícolas até chegarmos aos vinhos que seriam provados na noite.



Quem é a Áustria no mundo vitivinícola?

A Áustria é um produtor dos mais interessantes, com mais de 6000 vinícolas, das quais aproximadamente 350 possuem autorização da rigorosa fiscalização do país para exportar seus produtos.

E por que não encontramos muitos vinhos austríacos no nosso mercado? Simples, 70% de toda a produção é consumida internamente, o que coloca o país entre os 10 maiores consumidores per capita de vinho no mundo. Se contabilizarmos o consumo de cerveja e destilados, a Áustria passa para o primeiro lugar em consumo per capita no mundo!

O mapa vitivinícola da Áustria é dividido basicamente em 4 grandes regiões:
  • Niederösterreich (amarelo no mapa abaixo): especializada em vinhos brancos, onde reina a grande uva austríaca, a Grüner Veltliner.
  • Burgenland (vermelho): de onde vêm grandes tintos e vinhos doces, com grande destaque para as castas Sankt Laurent - uma derivada da Pinot Noir que produz vinhos muito frutados e perfumados - e a Gelber Muskateller, conhecida mundialmente como Muscat Amarela.
  • Steiermark (verde): considerada a Toscana austríaca, referência que não tem nenhuma relação com seu terroir, mas sim com a produção majoritária de castas internacionais.
  • Wien (Viena) (azul): onde se localiza grande parte das vinícolas cuja produção tem um carácter mais comercial, não em sentido pejorativo, mas sim no sentido de volume, com vinícolas cuja produção é muito maior que a média das demais.


Num mundo cada vez mais globalizado e, especialmente em relação ao mundo do vinho, cada vez mais padronizado é interessantíssimo conhecer vinhos de um país cujos produtores preservam, cultuam e priorizam a produção com castas autóctones, que nos dá a possibilidade de provar vinhos únicos, que expressam aquilo que eu, como estudioso e apaixonado por vinhos mais tenho buscado: personalidade e tipicidade!

Neste cenário, a grande estrela é a Grüner Veltliner, que reina principalmente em Weinviertel - maior região vinícola da Áustria e a primeira denominação de origem (que na Áustria é denominada "DAC") da nova legislação implantada em 2003 -, pertencente a Niederösterreich (região em amarelo no mapa acima), mas também é encontrada em diversas outras sub-regiões, sendo a responsável por 60% de toda a produção austríaca.

A casta produz vinhos dos mais variados estilos, desde os jovens frutados, passando pelos mais estruturados, com grande potencial de guarda, até chegar a vinhos de sobremesa, mas sempre com predominância de sua característica principal, o toque apimentado, que remete àquela que é possivelmente sua "mãe", a Traminer.

Chama a atenção também o fato de muitos produtores (como foi o caso dos apresentados nesta degustação) conduzirem seu trabalhos com vinhedos biodinâmicos, na busca por uma produção sustentável o que eleva ainda mais o padrão de pureza e qualidade dos vinhos.

Degustação


Após a ótima introdução sobre a Áustria, passamos para a prova dos vinhos, onde foram apresentados 5 rótulos, de sub-regiões de Niederösterreich (Kamptal DAC e Carnuntum) e Burgenland.


Da esquerda para a direita, Loimer - Lois 2011 [Grüner Veltliner] (R$ 97,30), Wenzel 2009 [Gelber Muskateller] (R$ 97,30), Juris Rosé 2011 [Sankt Laurent] (R$ 97,30), Markowitsch 2010 [Rubin Carnuntum] (R$ 96,00) e Prieler Johanneshohe 2008 [Blaufrankisch] (R$ 131,70).


A prova atendeu às expectativas criadas durante a "aula" inicial. Realmente os vinhos são muito interessantes, muito diferentes do padrão que o mercado parkerizado vem nos impondo cada dia mais.



Apesar de ter gostado dos cinco vinhos, quero destacar principalmente dois deles, que me agradaram bastante.

Wenzel 2009 [Gelber Muskateller]


O biodinâmico do produtor Wenzel, produzido com uva Gelber Muskateller é (Muscat Amarela) muito intrigante, pois possui um ataque aromático "doce", com muitas notas de lichia madura e florais, mas na boca apresenta-se seco, com uma fantástica mineralidade e acidez crocante. Elegante. A principal sugestão de harmonização fica por conta dos preparos agridoces, com destaque aqui para os pratos da culinária indiana e tailandesa.

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (16/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: BOA


Juris Rosé 2011 [Sankt Laurent]


Este para mim foi o grande destaque da noite.
Também biodinâmico, produzido pelo produtor Juris com a uva Sankt Laurent - uma possível derivada da Pinot Noir - este é um rosé bem diferente da maior parte que se encontra em nosso mercado. Uma espécie de meio termo entre os normalmente ótimos vinhos da Provence e os mais encorpados sulamericanos, é um vinho de grande personalidade. A paleta aromática é bastante extensa, com notas de morango e framboesa frescos algum toque apimentado. Na boca é intenso, com excelente equilíbrio entre fruta e acidez e um toque mineral muito interessante. Ótima harmonização para preparos mais sofisticados de frutos do mar ou ainda pratos diversos à base de molhos com boa acidez.

Avaliação Vinho SIM: REFINADO (17/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: ÓTIMA


Resumo da noite: ótima "aula", ótimos vinhos e ótima recepção proporcionada pelo Weinstube.


Para quem quiser conhecer vinhos diferenciados, fica a dica: toda última terça-feira de cada mês o restaurante realiza sua Weinprobe (prova de vinhos) gratuitamente. Ótimas oportunidades de conhecer vinhos diferenciados e a ótima gastronomia alemã de um dos mais renomados restaurantes do segmento de São Paulo.

Para dúvidas, críticas, sugestões e comentários deixe sua mensagem.


Que Baco nos ilumine!

sábado, 27 de julho de 2013

Wine Weekend 2013 - Visão Geral: Entre erros e acertos, valeu a visita!


De 25/07 à 28/07 a Bienal São Paulo, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, recebeu a Wine Weekend 2013Estive lá na sexta-feira, dia 26/07, acompanhado da minha parceira Talita Martinez, para ter uma visão geral do evento e contar minhas impressões iniciais pra vocês.

Gostei da nova localização, com chegada tranquila e um bolsão de estacionamento com bom número de vagas para carros, embora tenha sentido falta de uma sinalização indicando a entrada.

Na entrada do pavilhão, minha primeira impressão negativa. Nossos nomes constavam na lista de convidados da imprensa, mas, ao contrário do ano passado - e sem nenhum tipo de alerta -, não tínhamos uma taça à disposição. Como podemos provar os vinhos? Devemos levar taças de casa? É verdade que boa parte dos expositores possui taças para as provas, no entanto algumas delas definitivamente não são adequadas para quem quer avaliar de forma minimamente séria os vinhos. Seria elegante e respeitoso por parte da organização que nos recebessem com uma taça para que pudéssemos fazer a cobertura do evento da forma mais adequada. Os leitores merecem!


Outro ponto que merece destaque negativo é o "espaço gastronômico". Assim mesmo, entre aspas. O site oficial do evento (veja aqui), mencionava uma "praça de gastronomia com menu harmonizado".

Na WW 2013 houve um único "restaurante" disponível - improvisado - com menu de pouquíssimas opções e preços, no mínimo, questionáveis. Jantamos por lá e tivemos a oportunidade de provar duas opções do cardápio, uma massa e um risoto. A massa (Penne ao molho vermelho com berinjela) foi a maior decepção. Lembrei-me daqueles pratos que "preparamos" quando chegamos tarde da noite em casa, um macarrão com uma polpa de tomate e uns pedacinhos de qualquer coisa pra encorpar. Pela bagatela de R$ 40,00! O risoto de funghi seco estava bom, mas longe de valer os R$ 40,00 cobrados. 

O espaço do restaurante Quinta do Museu, no mezanino.

E a harmonização? O "restaurante", apesar de estar próximo dos estandes (no mezanino), não teve qualquer conexão com os expositores. Nenhuma sugestão de harmonização. Minha sugestão é que nas próximas edições os especialistas em vinho da organização elaborem uma lista de sugestões com vinhos do evento para harmonizar com os pratos do restaurante. 

Falando em especialistas ... 
Andando pela feira encontrei, como é praxe nestes eventos, uma lista dos vinhos destacados, o campeão de cada categoria eleito, segundo consta também da página do evento na internet, por um grupo de especialistas. O mundo do vinho é um mundo muito belo e interessante, no entanto determinadas atitudes me deixam bastante incomodado.

Quem são estes especialistas?
Que critérios foram usados na escolha?
Quais amostras foram avaliadas?

Estas são informações que, certamente, os leitores gostariam de saber. Fica aqui mais uma sugestão para as próximas edições do WW.


Mas nem só de erros foi feita a Wine Weekend 2013! Diversos pontos positivos merecem destaque. 

Uma das maiores reclamações dos consumidores no ano passado, foi o espaço da feira. Neste aspecto, a troca de endereço fez muito bem para o evento, com os expositores mais bem distribuídos e mais conforto para os participantes. Outra novidade desta edição - que gostei bastante - foram os carrinhos de compras à disposição! Isso mesmo, consumidores não precisam carregar suas garrafas, sacolas e até caixas nas mãos, ao contrário, podem passear confortavelmente pelos corredores com suas compras em carrinhos de supermercado de forma confortável e despreocupada.

Outro aspecto positivo foi a presença de diversos produtores brasileiros. A 3ª edição da Wine Weekend já havia contado com a presença de algumas vinícolas nacionais, mas eu não vi nenhum dos produtores pessoalmente, diferente desta edição em que lá estavam, tanto em estandes próprios (casos da Lídio Carraro, Perini, Pericó, etc) como no estande da Buenos Vinhos.

A simpatia e conhecimento de alguns expositores também merecem destaque. A grande maioria que visitei e que esteve presente ano passado, veio melhor preparada para esta edição, com maior domínio de informações sobre os produtos expostos, sempre prontos e atentos para dar as informações necessárias para todo tipo de consumidor.

E os vinhos? Afinal de contas, eles são os grandes protagonistas do evento!

Ao meu ver, os expositores fizeram boas escolhas em relação aos vinhos selecionados para as degustações, principalmente por se tratar de um evento para consumidor final, em que o preço médio por garrafa deve ficar na faixa entre R$ 30,00 e R$ 50,00. Embora tenham acertado na seleção para a média dos consumidores, creio que o consumidor que já possua algum conhecimento tenha sentido falta de produtos das linhas "superiores", que foram raros de se encontrar.

A seguir, fotos de alguns destaques: 

Os sempre saborosos tintos da Pericó, com destaque ao Basaltino 2012 (à direita, R$ 90,00), considerado por algumas publicações o melhor Pinot Noir brasileiro!

A Lídio Carraro apresentou produtos de todas as suas linhas. Meu destaque vai para o Elos Cabernet Sauvignon-Malbec 2009 (4º da esquerda para a direita, R$ 90,00), vinho de muita personalidade e grande vocação gastronômica.

A bela seleção nacional da Buenos Vinhos trouxe opções bem variadas, com vinhos de diversas faixas de preços. Meu destaque vai para o Casa Venturini Tannat 2011 (3º da direita para a esquerda, R$ 40,00), com muita fruta e ótima acidez.

Os surpreendentes brancos alemães da importadora Weinkeller agradaram bastante, com destaque para o Riesling Trocken, do produtor Weingut Heinz Pfaffmann (2º da esquerda para a direita, R$ 49,00), muito mineral e com uma acidez crocante.

A Hedoniste, já conhecida pela importação de excelentes Champagnes artesanais, a partir deste ano passa a trabalhar com diversos tintos franceses com destaque especial para o Domaine Auzias 2008 (3º da esquerda para a direita, R$ 50,00), vinho da região de Cabardès, com um inusitado cortes de uvas de Bourdeaux e Languedoc.

Outro estande que vale a visita é o da SmartBuy Wines, com seus vinhos californianos de preços bem interessantes. Meu destaque aqui vai para o Douglas Hill Cabernet Sauvignon 2010 (R$ 40,00), macio e de boa acidez.

E foi assim.

Entre erros e acertos, a Wine Weekend 2013 valeu a visita.

Não tenho dúvidas que muitos aspectos têm de ser melhorados, mas seria injusto não dizer que houve também uma série de acertos e melhorias em relação à edição 2012.

Que o evento continue melhorando, que a 5ª edição venha ainda melhor e

que Baco nos ilumine!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Anota aí: próxima terça-feira (30/07), Weinprobe - degustação gratuita de vinhos austríacos no Weinstube, Club Transatlântico - São Paulo!



Você conhece as uvas Grüner Veltliner, Gelber Mukstaller, Sankt Laurent, Zwei e Blaufrankisch?

Eu provei pouquíssimos exemplares de algumas delas – como é o caso da Grüner Veltliner -, mas confesso que sei muito pouco ou quase nada de algumas das outras, responsáveis por colocar os vinhos austríacos em destaque cada vez maior no mercado mundial.

A oportunidade para conhecer um pouco mais sobre estas uvas tão pouco difundidas aqui no Brasil acontece na próxima terça-feira, dia 30/07, no Weinprobe (o equivalente em alemão do que nomeamos "degustação de vinhos"), o evento mensal organizado pelo restaurante alemão Weinstube (visite o site) no Club Transatlântico, em São Paulo.

O Weinprobe é gratuito e aberto ao público - mas com vagas limitadíssimas - e este mês apresentará uma seleção especial e variada de rótulos austríacos

Os participantes irão saborear vinhos de excelência provenientes de regiões onde a produção vinícola ocorre há mais de mil anos e especialmente selecionados pela TSW Vinhos da Áustria, única empresa especializada na importação e distribuição de vinhos austríacos em território brasileiro, que guiará a noite de degustações apresentando vinhos tintos premiados por respeitadas publicações internacionais especializadas como a Wine Spectator.

Os vinhos degustados serão

  • Loimer Lois – Uva Grüner Veltliner (2011);
  • Wenzel – Uva Gelber Mukstaller (2009);
  • Juris Rose - Uva Sankt Laurent  (2011);
  • Markowitsch Rubin Carnumtum – Uva Zweigelt (2010);
  • Prieller Johanneshohe – Uva Blaufrankisch (2008).

Degustação Weinprobe “Sabores da Tradição”

Local: Restaurante Weinstube – Club Transatlântico
Endereço: Rua José Guerra, 130 – Chácara Santo Antônio – 04719-030
Data: 30 de julho, terça-feira
Horário: 20h
Reservas: (11) 2133-8680 / (11) 2133-8657


A TSW oferecerá condições especiais para a aquisição dos vinhos no dia do evento.

Vejo vocês por lá

e que Baco nos ilumine!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Anota aí: A partir da próxima 5ª feira (25/07), em São Paulo, Wine Weekend 2013!


Tá chegando a hora de mais um evento bacana no calendário de vinhos de São Paulo: o Wine Weekend 2013.

O "Final de Semana do Vinho" alcança sua 4ª edição, ainda como o único do estilo para consumidor final, e vem em 2013 com muitas novidades.

A começar pala "casa nova". Quem recebe o evento este ano é o Pavilhão da Bienal São Paulo, no Parque do Ibirapuera, uma área maior, mais confortável e mais adequada para receber os milhares de visitantes que terão à disposição mais de 2000 rótulos - entre tintos, brancos, rosados, espumantes e licores - de mais de 50 expositores (oprodutores nacionais Vinícola Aurora, Casa da Madeira, Casa Valduga, Lídio Carraro, Pericó, Perini, Salton e outras 10 vinícolas do Brasil representadas no stand da Buenos Vinhos: Cordilheira de Santana, Antonio Dias, Casa Pedrucci, Casa Venturini, Dal Pizzol, Estância Guatambu, Cristofoli, Dezem, Sozo e Zanella, além das importadoras/lojas B-Cubo, Buenos Vinhos, Cardápio Itália, Chez France, Cultvinho (espanhóis), De La Croix (franceses), Dominio Cassis, Domno do Brasil, Enocultura, Hedoniste (Champagnes), Lusitano Import (portugueses), Merit, MS Import, Orion Vinhos, Qual Vinhos, Santa Cruz, Sicilianess (italianos), Slotter, Smart Buy Wines (norte-americanos), Vinem Vinhos, Vinho Sul, W & W, Weinkellers (alemães) e Wine Lover).

Outras novidades desta edição são a conquista do selo Carbono Zero e o lançamento do Projeto Rolha Verde (para reciclagem de rolhas), que tornam o WW 2013 um evento sustentável.

Assim como já aconteceu em 2012 (relembre), os visitantes terão muitas outras atrações, dentre as quais:

• Concurso - Seja jurado por um dia;
• Demonstração de acessórios e utensílios enogastronômicos;
• Cinema com apresentações de filmes relacionados ao vinho, como Sideways e Um ano bom;
• Praça de gastronomia com menus harmonizados;
• Espaço Enocultural: uma biblioteca com os principais livros sobre Vinho, onde você poderá viajar pelas páginas e histórias da bebida;
• Cigar Point para degustação de charutos;
• Ciclo de palestras sobre cepas e regiões com grandes experts;
• Estúdio de rádio, com gravação de programa especial com a participação de expositores e visitantes;
• Arena de debates entre jornalistas e produtores;
• Análise técnica dos vinhos por especialistas convidados e publicação na Vinho Magazine.

Fique de olho

Nos dias 26 e 27, duas sessões (19h e 21h) da peça Uma palestra com Lady Vinho serão apresentadas gratuitamente. O texto de Denise Crispun, com direção de Roney Facchini, traz a personagem Lady Vinho, profunda conhecedora em vinho, interpretada por Carina Cooper e promete animar o espaço Arena Wine Cine.


Wine Weekend 2013

Quando? de 25 a 28 de julho.
Onde? Bienal São Paulo –Portões 3 e 4 do Parque do Ibirapuera
Quanto? R$ 50,00 o ingresso (1 dia de evento e uma taça de degustação para usar no evento e levar para casa, que será entregue no local), desde já pelo Ingresso Rápido (no site www.ingressorapido.com.br / 4003-1212) ou nas bilheterias no local nos dias do evento.
Que horas? quinta a sábado das 12h às 22h e domingo das 12h às 18h.
Estacionamento? Zona Azul dentro do parque e estacionamento pago em frente à entrada com 8 mil vagas.
Estacionamento para bicicletas e motocicletas grátis.

Proibida a entrada de menores de 18 anos desacompanhados de seus responsáveis.

Para mais informações, visite o site da Wine Weekend 2013.

Vejo vocês lá e

que Baco nos ilumine!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Grandi Marchi 2013 - Visão Geral

  

Na tarde de 16 de julho de 2013, tive o prazer de participar da etapa São Paulo (Hotel Unique) do Grandi Marchi 2013, uma degustação de vinhos italianos premium presentes no mercado brasileiro, promovida pelo Instituto del Vino Italiano di Qualità e organizada pela CH2A Comunicação (Contato: Alessandra Casolato - Tel. (11) 3253.7052).

O evento, que contou com a participação de 11 (Carpenè Malvolti, Tasca d’Almerita, Rivera, Umani Ronchi, Antinori, Ambrogio e Giovanni Folonari Tenute, Masi, Michele Chiarlo, Pio Cesare, Mastroberardino e Donnafugata) dos 19 produtores do grupo, foi dividido em duas etapas, uma master class - mediada pelo especialista Jorge Lucki - e uma exposição-degustação tradicional, em forma de workshop apresentada pelos próprios produtores/representantes.


Primeira parte: Master Class

Nesta etapa, que contou com os sempre ótimos pitacos do crítico Jorge Lucki, cada produtor (ou representante) falou um pouco sobre a história da vinícola, algumas peculiaridades da “sua” região e elegeu um vinho para ser degustado e comentado.

  




Os eleitos de cada produtor foram

· 1868 Brut Prosecco Supeiore DOCG – Carpenè Malvolti
· Tascante 2008 - Tasca d’Almerita
· Il Falcone Caltel del Monte Rivera 2007 - Rivera
· Pelago, Marche Rosso IGT 2008 - Umani Ronchi
· Guado Al Tasso 2009, Bolgheri DOC Superiore – Antinori
· Baia Al Vento 2008, Bolgheri DOC Superiore - Ambrogio e Giovanni Folonari Tenute
· Grandarella 2007 Rosso delle Venezie IGT – Mais
· Barolo Cerequio DOCG 2007 - Michele Chiarlo
· Barolo 2007 – Pio Cesare
· Radici Taurasi Riserva DOCG 2006 – Mastroberardino
· Ben Rye’ Passito di Pantelleria DOP 2009 - Donnafugata.


O principal objetivo da degustação e do grupo de produtores que compõem o Grandi Marchi é mostrar o que se pode produzir de melhor em cada região (ou micro-região) da Itália e, pelas amostras que foram apresentadas no evento, pode-se perceber que este objetivo é atingido em cheio.

Fica visível que cada vinho degustado, cada um com suas características particulares, é resultado de um trabalho realizado com muito esmero, o que mostra a constante preocupação destes produtores (muto deles com mais de 100 anos de atividade vitivinícola) em melhorar cada vez mais a qualidade de seus - já muito bons - vinhos.

Justamente por isso - em respeito ao trabalho e dedicação destes produtores - que não vou publicar neste post comentários e/ou avaliações sobre cada vinho. Cada produto apresentado têm características próprias e publicar uma lista com impressões e/ou avaliação de cada vinho poderia induzir o leitor a fazer uma comparação entre os vinhos que seria, ao meu ver, injusta, principalmente por serem produtos tão distintos.

Não quero simplesmente me abster de opinar sobre os vinhos, mesmo porque trazer máximo de informação sobre o mundo do vinho é o grande objetivo do Vinho SIM, porém farei isso num momento mais oportuno, apresentando minhas impressões sobre os vinhos degustados em notas de degustação individuais, agrupados com outros vinhos de forma a poderem serem comparados ou ainda num post sobre destaques do evento

Segunda parte: Workshop/Degustação "aberta"

Esta etapa do evento foi realizada de forma mais tradicional - mas não menos interessante que a primeira -, onde os produtores (e/ou representantes) expuseram diversos outros vinhos da sua linha numa degustação mais descontraída, que contou com centenas de participantes que certamente saíram muito satisfeitos com os vinhos e a simpatia dos expositores.

 

 


E foi assim.
Qual é o resultado da soma de ótimos vinhos, simpáticos produtores e uma excelente organização? Um evento interessante, elegante e muito prazeroso de se participar.

Deixo aqui meus parabéns a todos os envolvidos já ansioso pelo Grandi Marchi 2014!
Que Baco nos ilumine!

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Pio Cesare - Il Nebbio 2010


Da região do Piemonte - Itália, com uvas dos seus vinhedos em Serralunga d'Alba, Diano d'Alba e Treiso, a vinícola Pio Cesare produz o Il Nebbio 2010, um vinho 100% Nebbiolo, fermentado em tanques de de aço (sem passagem por barricas).

Coloração rubi claro e aromas em que se destacam o frutado e o floral, lembrando cerejas, groselhas e nectarinas, além de toques de violetas e hortelã. Paladar de corpo médio, com acidez e taninos típicos dos vinhos italianos jovens. Fresco. Final médio.

Este é um vinho com grande vocação gastronômica e que certamente ainda melhorá nos próximos anos.

R$ 139,00 (Decanter) | Álcool 13,5%

Avaliação Vinho SIM: ÓTIMO (15/20) / Relação QUALIDADE-PREÇO: BOA

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Anota aí: Grandi Marchi 2013, 16/07 (São Paulo) e 18/07 (Rio de Janeiro)!


Tá chegando a hora de mais um grande evento do mundo!

São Paulo e Rio de Janeiro, nos dias acontece nos dias 16 e 18 de julho, respectivamente recebem o Grandi Marchi 2013, promovido pelo Instituto Italiano del Vino de Qualitá., grupo formado por dezenove produtores italianos (Alois Lageder, Ambrogio e Giovanni Folonari Tenute, Antinori, Argiolas, Biondi Santi, Ca'del Bosco, Carpenè Malvolti, Donnafugata, Gaja, Jermann, Lungarotti, Masi, Mastroberardino, Michele Chiarlo, Pio Cesare, Rivera, Tasca D'Almerita, Tenuta San Guido e Umani Ronchi), representantes das mais importantes regiões vitivinícolas da Itália.

A organização dos eventos fica a cargo dInternational Exhibition Management em parceira com a CH2A Comunicação.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vinho & Pizza II: sugestões de harmonizações desta dupla que tanto adoramos!

10/07 é o Dia da Pizza!

Diversas iguarias pelo mundo possuem seu dia, mas nenhum alimento é tão singular e tão versátil como a pizza.

Como eu já havia escrito no artigo Vinho & Pizza! 22 sugestões de harmonizações desta dupla que tanto adoramos / 2012 (relembre), esta data foi escolhida por acaso.
Um concurso despretensioso promovido em São Paulo – a cidade conta com mais de 6 mil pizzarias, com produção diária de mais de 1 milhão de pizzas! -, elegeria simplesmente as 10 melhores receitas de pizzas Mussarela e Margherita, mas o sucesso do evento foi tão grande que o estado decidiu instituir o 10/07 como o dia da pizza!

Os amantes do guaraná que me perdoem, mas refrigerante não dá. Cerveja nem pensar. Entendo que cada um tem seu gosto, mas para mim, pizza e vinho nasceram um para o outro e, se 10/07 é o dia da pizza, então é o Dia do Vinho também!

Como já disse e escrevi inúmeras vezes, a harmonização de pizza com vinho não é das mais difíceis (com exceção à alguns sabores) e minha sugestão é sempre a mesma: ignore o que os "manuais" propostos pelos "sábios" dizem, esqueça tudo o que você já leu (inclusive o que lerá aqui nas próximas linhas! rs) e ouse harmonizar o vinho que você gosta com a pizza que você gosta! É muito provável que a harmonização não ficará tecnicamente perfeita, mas também é muito provável que trará um prazer que normalmente a perfeição não traria!

A variedade de sabores de pizzas é infinita e cada um tem suas preferências, por isso elegi as mais tradicionais para apresentar minhas sugestões aqui no VINHO SIM. Espero que gostem.

Mussarela & Margherita

A mussarela (molho de tomate, queijo mussarela e orégano) não é difícil de ser harmonizada e, ao meu ver, é par perfeito para tintos elegantes do velho mundo (ou de estilo similar), principalmente os italianos que levam Sangiovese na sua composição, caso do fantástico Brancaia TRE IGT 2010.

~ R$ 75,00

Já a pizza que homenageia a princesa-consorte Margarida de Savóia - que adorava pizzas - leva molho de tomate, queijo mussarela, orégano e folhas de manjericão, que, com sua leveza e perfume, suavizam levemente a pizza, aumentando a capacidade de harmonização da mussarela, onde se podem acrescentar alguns vinhos perfumados, como por exemplo o Quinta do Perdigão Afrocheiro 2007 ou, como opções mais em conta o sempre correto português Crasto Douro DOC ou ainda o Rapariga da Quinta Escolha 2010.

~ R$ 35,00

Quatro queijos

Nesta pizza (que leva molho de tomate, queijos mussarela, provolone, catupiri e gorgonzola, orégano e azeitonas) a untuosidade e riqueza de sabores se fundem com uma certa leveza (quando bem preparada!) que pedem vinhos, ao mesmo tempo, leves e com alguma presença de taninos, caso de alguns pinot noirs do Novo Mundo, como o Zorzal – Terroir Único Pinot Noir 2010, eleito a pechincha de fevereiro/2012 aqui no Vinho SIM (relembre). Outra opção são os brancos com boa estrutura e acidez, em geral chardonnays com passagem por madeira, como é o caso do Aquitania - Sol de Sol Charddonnay 2008 (ND) ou o Etchart C. Rosa 2010.

~ R$ 50,00

Calabresa
    
A mescla de molho de tomate, calabresa, cebola, orégano e azeitonas é a minha preferida e a lista de indicados é extensa. Syrahs (ou Shiraz) do Novo Mundo - principalmente chilenos, australianos e sulafricanos -, malbecs argentinos e alguns tannats uruguaios mais amaciados são os meus preferidos, com destaque ainda para alguns tempranillos com pouca passagem bor barricas, especialmente os da região de Ribera del Duero. 

Cuidados importantes:

1) a linguiça muito apimentada pode atrapalhar suas papilas gustativas e aí nenhum vinho será capaz de te dar prazer.
2) alguns vinhos desta gama possuem pouca acidez e deixam um sabor adocicado no final, o que deixará uma confusão muito grande na sua boca. Os frutados são interessantes, mas sem abrir mão de uma acidez equilibrada e de bons taninos para suportar a gordura da linguiça.

Minhas indicações são Estampa Syrah-Viogneir 2009 (Chile), Stellenzicht Shiraz 2008 (África do Sul), Bouza Tannat 2011 (Uruguai) além do excepcional brasileiro Gheller Tannat 2007, eleito a pechincha de dezembro/2012 aqui no Vinho SIM (relembre). 

~ R$ 75,00
 
Rúcula, Mussarela e Tomate Seco

A pizza que se tornou uma das campeãs de pedidos dos últimos anos não tem uma harmonização muito simples, pois o agridoce do tomate seco e o leve amargor da rúcula são muito diferentes, no entanto uma "parceria"  vem me chamando a atenção nos últimos tempos: os espumantes! E ao falar em espumantes, falamos de Brasil! Há muitas opções no nosso mercado, mas os nacionais, sem nenhuma dúvida, apresentam grande destaque, principalmente pela ótima relação QUALIDADE-PREÇO.

No Ranking Vinho SIM de Espumantes Nacionais 2012/2013 (artigos no menu do lado esquerdo do blog), evento organizado por este blog no início de 2013,  foram provadas, às cegas, quase 100 amostras (uma das maiores degustações já realizadas com espumantes no Brasil), muitas delas recebendo grande destaque dos degustadores. É claro que seria injusto apontar alguma(s) como destaque, mas as indicações para harmonização fica por conta das campeãs de cada categoria: Maximo Boschi - Tradizionale 2007 (Brut Champenoise Branco), Geisse - Cave Amadeu Rosé 2011 (Brut Champenoise Rosé), Guatambu – Poesia do Pampa 2011 (Brut Charmat Branco), Kranz Rosé 2010 (Brut Charmat Rosé), Donmo Alto Vale Prosecco (Brut Prosecco) e Gheller – Insinuante (Demi-seco).

Atum

Para a combinação de molho de tomate, atum, cebola e azeitona (algumas receitas levam também um pouco de queijo mussarela), ao meu ver, não há melhor opção que os brancos leves, tais como os sauvignon blancs chilenos ou similares. Minha sugestões vão para os exemplares de incrível relação QUALIDADE-PREÇO Ventisquero – Yelcho 2011 (Chile) e Garzón Albariño 2012 (Uruguai).

~ R$ 28,00

Portuguesa

A clássica mescla de molho de tomate, presunto, queijo mussarela, cebola, ovos cozidos, ervilhas, orégano e azeitonas torna esta harmonização bastante complicada, mas os tintos mais aveludados costumam se sair bem, com destaque para diversos merlots, como o brasileiro Don Laurindo – Merlot Leve 2012, eleito a pechincha de setembro/2012 aqui no Vinho SIM (relembreou  ainda alguns cabernet sauvigons cuja passagem por barricas não se sobressaia à fruta, como o saboroso chileno Peñalolen Cabernet Sauvignon 2010.

~ R$ 70,00


É isso.
Agora é só escolher sua pizza, seu vinho e curtir com uma boa companhia.

Bom divertimento e

que Baco nos ilumine!

Qual dos vinhos seguir você gostaria de ver comentado aqui no Vinho SIM?